O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assinou, nesta
terça-feira (18), o Projeto de Lei (PL) que abre previsão orçamentária para o
pagamento do piso nacional da enfermagem. A medida permite a abertura de crédito
especial no Orçamento da União no valor de R$ 7,3 bilhões. Agora, o texto será
enviado ao Congresso Nacional.
O PL destina os recursos ao Ministério da Saúde (MS), a fim
de possibilitar o atendimento de despesas com o piso nacional de enfermeiro,
técnicos e auxiliares de enfermagem e parteiras.
De acordo com a Agência Brasil, o ministro da Secretaria das
Relações Institucionais, Alexandre Padilha, disse que o texto deve ser
analisado pelos parlamentares já na próxima semana.
Piso
– A legislação
define que o piso salarial dos enfermeiros contratados sob o regime da
Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) será de R$ 4.750. Outro ponto estabelecido
pela normativa é que os técnicos de enfermagem devem receber 70% desse valor
(R$ 3.325) e os auxiliares de enfermagem e as parteiras, 50% (R$ 2.375).
Atuação – Segundo o Conselho
Federal de Enfermagem, atualmente, mais de 693,4 mil enfermeiros atuam em todo
o país. Destes, 170,7 mil estão em exercício em São Paulo, estado que detém o maior
número de trabalhadores.
Os dados revelam, ainda, que o Brasil conta com 450,9 mil auxiliares
de enfermagem e mais de 1,66 milhão de técnicos de enfermagem, integrando cerca
de 2,8 milhões de profissionais em atuação, nas três funções.
O Ministério da Saúde estima, em relação às parteiras, que
existem cerca de 60 mil em atuação no território nacional e que as mesmas
assistem a, aproximadamente, 450 mil partos por ano.
O levantamento também revela que as parteiras são responsáveis por cerca de 20% dos nascimentos na área rural, percentual que, conforme reporta a Agência Brasil, chega ao dobro nas regiões Norte e Nordeste.