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Saúde

Vacina bivalente contra Covid-19 é liberada para a população brasileira acima de 18 anos; adesão ainda é baixa

25 de Abril de 2023 | 09h 29
Vacina bivalente contra Covid-19 é liberada para a população brasileira acima de 18 anos; adesão ainda é baixa
Foto: Reprodução/Ricardo Medeiros

Anunciada pelo Ministério da Saúde (MS), nesta segunda-feira (24), a liberação da vacina bivalente contra a Covid-19 para toda a população com mais de 18 anos ocorre em um cenário de imunizantes parados nos estoques, por conta da baixa procura pelas doses de reforço.

Em dois meses, apenas 16,3% do público-alvo recebeu a dose extra, que oferece uma proteção adicional contra mutações do vírus. Segundo o g1, antes da ampliação, cerca de 61 milhões de pessoas estavam aptas a tomar a dose bivalente; 52 milhões faziam parte da 1ª fase da campanha, que começou no dia 27 de fevereiro para pessoas com maior risco de desenvolver formas graves da Covid, como idosos, grávidas e puérperas e imunossuprimidos.

No final de março, o governo federal decidiu liberar o reforço para quem tem comorbidades. O público estimado é de 9 milhões de pessoas.

A adesão, no entanto, segue baixa. Até o momento, apenas 10 milhões de pessoas receberam a dose bivalente. Segundo dados do Ministério da Saúde, divulgados na semana passada, 8,1 milhões de doses foram para os braços de idosos acima de 60 anos.

A Pfizer, fabricante da vacina, informou que, até o dia 12 de abril, entregou, ao governo brasileiro, 47,6 milhões de doses da bivalente. Isto quer dizer que cerca de 37 milhões de doses podem estar paradas nos estoques, aguardando aplicação.

O problema é que, de acordo com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), a validade das vacinas é curta, apenas 18 meses a partir da data da fabricação.

Em um documento técnico enviado a estados e municípios, diz o g1, o Ministério da Saúde disse que a liberação da bivalente para todos os adultos acima dos 18 anos se deu em função da "disponibilidade de doses" e da "oportunidade de atualização da resposta imunológica de uma população maior frente às novas variantes da Covid-19".

De acordo com determinação do Governo Federal, estados e municípios decidem como organizar a nova etapa da vacinação com a bivalente, segundo os estoques locais e a realidade de cada região.

Ampliação Com a ampliação do público-alvo para todos acima de 18 anos, a partir de agora, cerca de 97 milhões de brasileiros poderão procurar as unidades de saúde para receber o imunizante bivalente.

A medida é válida para quem já recebeu, ao menos, duas doses de vacinas monovalentes, a exemplo da CoronaVac, AstraZeneca ou Pfizer. A aplicação da bivalente deve acontecer em um intervalo de pelo menos quatro meses desde a última dose.

O Ministério da Saúde explica que a vacina bivalente oferece proteção extra contra a ômicron e suas subvariantes, cepa dominante no mundo, atualmente.

O órgão enfatiza, no entanto, que pessoas entre 5 e 17 anos devem continuar recebendo o reforço com as vacinas monovalentes disponíveis. Isto porque estas continuam sendo eficazes contra casos graves, óbitos e hospitalizações.

O esquema vacinal de bebês e crianças entre 6 meses e 4 anos já contempla três doses da vacina Pfizer baby, que possui uma dosagem menor da vacina adulta.



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