O primeiro caso da subvariante XBB.1.16 da Covid-19, também
conhecida como arcturus, está confirmado no Brasil. A cepa foi detectada em um
homem de 75 anos acamado e com comorbidades, residente na cidade de São Paulo.
O caso foi notificado na última sexta-feira (28) e confirmado,
na noite de ontem (1º), pela Coordenadoria de Vigilância em Saúde (Covisa) da
Prefeitura de São Paulo.
De acordo com as autoridades sanitárias, o homem começou a
apresentar sintomas de síndrome gripal e febre persistente no dia 7 de abril,
tendo sido encaminhado para atendimento em um hospital privado da capital
paulista.
Segundo o jornal Folha de S.Paulo, a Secretaria Municipal de
Saúde (SMS) de São Paulo informou que o paciente estava com o esquema vacinal
completo contra a Covid-19, inclusive, com a dose da Pfizer bivalente. Ele teve
alta médica na última quinta-feira (27).
Os principais sintomas causados pela arcturus são irritação
nos olhos (quadro semelhante ao de conjuntivite), tosse seca e episódios
febris. A cepa está sendo monitorada pela Organização Mundial da Saúde (OMS)
como uma variante de interesse.
Até o momento, diz a SMS, ela não apresentou gravidade nem
provocou aumento no número de casos na capital paulista. Na Índia, no entanto, onde
foi identificada pela primeira vez, no início de 2023, a arcturus é, atualmente,
a principal cepa transmissora de Covid-19.
Conforme o Ministério da Saúde, as evidências sobre essa
linhagem do vírus “não indicam riscos à saúde pública se comparada a XBB.1.5”, subvariante
da ômicron e principal em circulação no Brasil.
Mesmo assim, por meio de nota, a SMS de São Paulo reforçou a
importância manter o esquema vacinal contra a Covid-19 completo, inclusive com o
imunizante bivalente da Pfizer, a fim de evitar que formas graves da doença se
desenvolvam.
A
vacina bivalente foi liberada, pelo Ministério da Saúde, para toda a população maior
de 18 anos no dia 24 de abril. Na cidade de São Paulo, no entanto, o
imunizante está disponível, prioritariamente, para pessoas acima de 50 anos, maiores de 12 anos
com imunossupressão ou com comorbidades, indígenas, gestantes e puérperas,
residentes em instituições de longa permanência e funcionários desses lares,
profissionais da saúde, pessoas com deficiência física permanente, população
privada de liberdade e funcionários do sistema prisional, além da população em
situação de rua.
Segundo o jornal Folha de S.Paulo, quem mora na capital
paulista e está fora do público-alvo, mas tem a partir de 18 anos, pode se
inscrever na Unidade Básica de Saúde mais próxima de casa, para tentar ser
vacinado com a xepa, isto é, doses que sobram no fim do dia.
Dados recentes mostram que, até o último dia 25 de abril 1,3 milhão de doses do imunizante bivalente havia sido aplicado na cidade de São Paulo, 49,6% do esperado.