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Saúde

São Paulo registra primeiro caso da subvariante arcturus, da Covid-19

02 de Maio de 2023 | 11h 23
São Paulo registra primeiro caso da subvariante arcturus, da Covid-19
Foto: Pixabay

O primeiro caso da subvariante XBB.1.16 da Covid-19, também conhecida como arcturus, está confirmado no Brasil. A cepa foi detectada em um homem de 75 anos acamado e com comorbidades, residente na cidade de São Paulo.

O caso foi notificado na última sexta-feira (28) e confirmado, na noite de ontem (1º), pela Coordenadoria de Vigilância em Saúde (Covisa) da Prefeitura de São Paulo.

De acordo com as autoridades sanitárias, o homem começou a apresentar sintomas de síndrome gripal e febre persistente no dia 7 de abril, tendo sido encaminhado para atendimento em um hospital privado da capital paulista.

Segundo o jornal Folha de S.Paulo, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de São Paulo informou que o paciente estava com o esquema vacinal completo contra a Covid-19, inclusive, com a dose da Pfizer bivalente. Ele teve alta médica na última quinta-feira (27).

Os principais sintomas causados pela arcturus são irritação nos olhos (quadro semelhante ao de conjuntivite), tosse seca e episódios febris. A cepa está sendo monitorada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como uma variante de interesse.

Até o momento, diz a SMS, ela não apresentou gravidade nem provocou aumento no número de casos na capital paulista. Na Índia, no entanto, onde foi identificada pela primeira vez, no início de 2023, a arcturus é, atualmente, a principal cepa transmissora de Covid-19.

Conforme o Ministério da Saúde, as evidências sobre essa linhagem do vírus “não indicam riscos à saúde pública se comparada a XBB.1.5”, subvariante da ômicron e principal em circulação no Brasil.

Mesmo assim, por meio de nota, a SMS de São Paulo reforçou a importância manter o esquema vacinal contra a Covid-19 completo, inclusive com o imunizante bivalente da Pfizer, a fim de evitar que formas graves da doença se desenvolvam.

A vacina bivalente foi liberada, pelo Ministério da Saúde, para toda a população maior de 18 anos no dia 24 de abril. Na cidade de São Paulo, no entanto, o imunizante está disponível, prioritariamente, para pessoas acima de 50 anos, maiores de 12 anos com imunossupressão ou com comorbidades, indígenas, gestantes e puérperas, residentes em instituições de longa permanência e funcionários desses lares, profissionais da saúde, pessoas com deficiência física permanente, população privada de liberdade e funcionários do sistema prisional, além da população em situação de rua.

Segundo o jornal Folha de S.Paulo, quem mora na capital paulista e está fora do público-alvo, mas tem a partir de 18 anos, pode se inscrever na Unidade Básica de Saúde mais próxima de casa, para tentar ser vacinado com a xepa, isto é, doses que sobram no fim do dia.

Dados recentes mostram que, até o último dia 25 de abril 1,3 milhão de doses do imunizante bivalente havia sido aplicado na cidade de São Paulo, 49,6% do esperado.



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