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Saúde

Ministra da Saúde diz que ‘é hora de intensificar a vacinação’ contra a covid-19

08 de Maio de 2023 | 09h 23
Ministra da Saúde diz que ‘é hora de intensificar a vacinação’ contra a covid-19
Foto: Antônio Cruz/Agência Brasil

Em um pronunciamento via cadeia de rádio e TV, transmitido neste domingo (7), a ministra da Saúde, Nísia Trindade, afirmou que as infecções pelo vírus Sars-COV-2, causador da covid-19, vão continuar ocorrendo e que o momento é de fortalecimento dos sistemas de vigilância, diagnóstico, assistência e vacinação.

Segundo a Agência Brasil, a gestora enfatizou que o vírus ainda sofrerá mutações e que, por isso, os cuidados devem ser mantidos. “É hora de intensificar a vacinação. As hospitalizações e óbitos pela covid-19 ocorrem, principalmente, em indivíduos que não tomaram as doses de vacina recomendadas”, destacou.

Nísia Trindade reforçou, ainda, que a imunização é a única forma de manter a disseminação da doença sob controle. "Por esta razão, o Ministério da Saúde, ao lado de estados e municípios, realiza, desde fevereiro, um movimento nacional pela vacinação de reforço para covid-19. Esta é a forma mais eficaz e segura de proteger nossa população. Precisamos estar unidos pela saúde, em defesa da vida", observou.

Na última sexta-feira (5), a Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciou o fim da Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional (ESPII). "O Comitê de Emergência se reuniu pela 15ª vez e me recomendou que eu declarasse o fim da emergência de saúde pública de importância internacional. Aceitei esse conselho. É, portanto, com grande esperança que declaro o fim da Covid-19 como uma emergência de saúde global", afirmou Tedros Adhanom, diretor-geral da entidade.

O gestor, no entanto, salientou que isto não quer dizer que a ameaça chegou ao fim. "Não significa que a covid-19 acabou como uma ameaça à saúde global. Na semana passada, a covid ceifou uma vida a cada três minutos, e essas são apenas as mortes que conhecemos", frisou.

Conforme a Agência Brasil, para Nísia Trindade, a decisão da OMS soa como uma esperança. “Depois de termos passado por um período tão doloroso, nosso país recebe essa notícia com esperança”, declarou, salientando que, agora, “o momento é de transição do modo de emergência para enfrentamento continuado, como parte da prevenção e controle de doenças infecciosas.”

Durante o pronunciamento, a ministra lembrou que o Brasil perdeu 700 mil vidas durante o surto sanitário. "Outro teria sido o resultado se o governo anterior, durante toda a pandemia, respeitasse as recomendações da ciência. Se fossem seguidas e cumpridas as obrigações de governante de proteger a população do país. Não podemos esquecer. Precisamos preservar esta memória, para construir um futuro digno", observou.

A ministra agradeceu, ainda, aos cientistas e aos laboratórios que desenvolveram os imunizantes e fez uma referência especial aos trabalhadores do Sistema Único de Saúde (SUS). "Apesar do negacionismo, dos ataques à ciência e da política de descaso, muitas vidas foram salvas devido ao SUS e ao esforço sem limites dos trabalhadores e das trabalhadoras da saúde", destacou.



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