O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancionou a
abertura de um crédito especial no valor de R$ 7,3 bilhões, em favor do
Ministério da Saúde (MS), com o intuito de garantir o novo piso salarial nacional dos
enfermeiros, técnicos de enfermagem, auxiliares de enfermagem e parteiras. A medida foi publicada no Diário
Oficial da União (DOU) desta sexta-feira (12), data em que se comemora o Dia
Internacional da Enfermagem.
Para conseguir pagar os valores, o governo precisou aprovar o
Projeto de Lei do Congresso Nacional n° 5, de 2023 (PLN 5/2023), que abre ao
Orçamento da Seguridade Social da União o crédito especial. O texto, que foi aprovado
pelo Congresso Nacional, prevê que enfermeiros e enfermeiras vão receber, no
mínimo, R$ 4,7 mil. Já os técnicos de enfermagem, terão direito a R$ 3,3 mil. E
os auxiliares de enfermagens e parteiras, a R$ 2,3 mil. O piso é válido para trabalhadores
dos setores público e privado.
De acordo com o portal Metrópoles, apesar da publicação, é
necessário, ainda, que uma decisão judicial aprove o piso. Isto porque, em
2022, após passar pelo Congresso, a mudança foi suspensa pelo Supremo Tribunal
Federal (STF). Na ocasião, o ministro Luís Roberto Barroso entendeu que não
havia a previsão dos recursos. Este obstáculo foi solucionado pelos poderes
Executivo e Legislativo.
Autor do PLN 5/2023, o senador Fabiano Contarato (PT-ES)
apelou ao STF para que a liminar de 2022 seja derrubada. “Reforço meu apelo ao
ministro Luís Roberto Barroso, que suspendeu, em todo o país, o pagamento do
piso salarial da Enfermagem, ao atender ação movida pelo setor privado.
Avançamos nas negociações e soluções para garantir o piso. Agora, esperamos,
ansiosamente, a revogação imediata da liminar”, cobrou.