Fisioterapeutas, psicólogos, educadores físicos e terapeutas
ocupacionais que atuam tanto no Hospital Inácia Pinto dos Santos (Hips), o
Hospital da Mulher, quanto na Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae)
participaram de uma capacitação, nesta quinta-feira (27).
O principal viés do encontro, que foi realizado no auditório
do Hips, foi a troca de experiências entre os profissionais. Ao todo, 30
funcionários das duas unidades receberam certificado, com carga horária de 10
horas, ao final do treinamento.
A diretora-presidente da Fundação Hospitalar de Feira de
Santana (FHFS), Gilberte Lucas, disse que a parceria com a Apae já é
estabelecida no trabalho de rotina do Hospital da Mulher. "O Hospital
é reconhecido como referência no atendimento fisioterapêutico de crianças
nascidas prematuramente ou com outras dificuldades que requerem atendimento
especializado. Muitas dessas crianças, após receberem alta, continuam o
acompanhamento no ambulatório de fisioterapia da Apae", destacou a gestora.
A equipe de fisioterapia do Hospital da Mulher é composta por
22 profissionais treinados para prestar assistência Neonatal na UTI
Neonatal, Unidade de Cuidados Intermediários (UCINCA I e II), além do
atendimento ambulatorial diário a crianças que nascem com síndromes ou outras
dificuldades.
A Apae, por sua vez, conta com três núcleos e adota a
classificação internacional de funcionalidade e incapacidade de saúde (Cifs),
buscando melhorar a codificação e qualificação do tratamento oferecido a cada
criança. A parceria com o Hospital da Mulher foi elogiada por Carol Zatti,
supervisora da Apae, que enxerga nesta colaboração "uma oportunidade valiosa para capacitar ainda mais os
profissionais e proporcionar suporte às famílias na reabilitação dos pacientes
mais jovens".
O curso também teve um foco especial no Núcleo Especializado
para Pessoas com Espectro do Autismo (NEPEA) da Apae-sede. O psicólogo José
Walmir Marques ressaltou a importância dessa capacitação para identificar
comorbidades motoras em crianças com espectro autista. "Atendendemos
a 45 crianças em assistência ambulatorial e no haras (tratamento com cavalos).
E o conhecimento adquirido nessa capacitação é fundamental para compreender o
controle funcional do corpo e da postura das crianças, facilitando, assim, um
diagnóstico precoce e resultados mais precisos", obsevou.