Dois novos casos de raiva animal foram confirmados, nesta quarta-feira
(20), pela Prefeitura Municipal de Feira de Santana (PMFS). O vírus foi
identificado em morcegos.
De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde (SMS), as novas
ocorrências foram registradas nos bairros Gabriela e Queimadinha.
Outros dois casos já haviam sido detectados na cidade, que é segunda
maior da Bahia e tem importância estratégica, por ser entroncamento rodoviário
e ligar a capital, Salvador, a municípios do interior.
As ocorrências anteriores foram identificadas nos bairros
Gabriela e Caseb, no dias 24 de agosto e 5 de setembro. Até o momento, o
Município não notificou casos da doença em humanos.
VACINA – Em função da detecção de ontem, o
Governo Municipal oferta, hoje (21), a aplicação da vacina antirrábica em cães
e gatos pertencentes a tutores que residem no bairro Gabriela.
A Prefeitura, por meio do Centro de Controle de Zoonoses
(CCZ), promove constantes campanhas de vacinação contra o vírus. A imunização é
feita em etapas e contempla um grupo de bairros de cada vez. A medida também é
extensiva aos distritos.
LETAL – A raiva é uma doença infecciosa aguda
grave. É transmissível a humanos, sendo que a contaminação ocorre por meio da
saliva de animais infectados. Também conhecida como hidrofobia, a enfermidade costuma
ser letal em quase 100% dos casos.
As autoridades sanitárias alertam que a única forma de
prevenção é a vacinação de animais domésticos, como cães e gatos. Também é
importante não manipular indivíduos pertencentes à fauna silvestre,
especialmente morcegos.
A veterinária e coordenadora do CCZ, Mirza Cordeiro, orienta
a população a observar sinais atípicos no comportamento deste tipo de mamífero,
que, em condições normais, não costuma atacar seres humanos. “O morcego tem um
comportamento noturno. Então, se ele for encontrado no chão durante o dia é
importante ficar alerta. Também se ele apresentar voo baixo e conduta agressiva”,
adverte.
Se ocorrências desse tipo forem identificadas ou se algum
morcego for encontrado morto, a gestora ressalta que o Centro de Zoonoses deve
ser acionado. O contato deve ser feito por meio do número (75) 9 9967-3984, a
fim de que o devido recolhimento seja realizado e para que amostras sejam
enviadas para investigação no Laboratório Central da Bahia (Lacen).
ACIDENTES – Em caso de acidente com qualquer
animal não vacinado ou que se tem dúvida quanto à imunização, a vítima deve
lavar o local da mordida ou arranhão com água e sabão e se dirigir,
imediatamente, a uma unidade de saúde municipal, para tomar o imunizante
especificamente elaborado para os seres humanos. A aplicação é garantida via
Sistema Único de Saúde (SUS) e nenhuma taxa é cobrada.
No caso da antirrábica animal, a vacina está disponível tanto
na rede pública, quanto no sistema privado, podendo ser aplicada, neste caso,
em clínicas veterinárias. Na sede do CCZ, que está localizada na Avenida Eduardo
Fróes da Mota, S/N, o atendimento ocorre de segunda a sexta-feira, das 8h às
15h. Aos sábados, o expediente é das 9h às 16h.
IMUNIZAÇÃO ANUAL – Cães e gatos podem ser vacinados a
partir de 3 meses de idade. Os donos devem transportar os pets de maneira
adequada e segura. Gatos, em caixas apropriadas; e cães, em coleiras, guias ou
correntes.
Se o animal possuir cartão de vacinação, é preciso apresentá-lo no momento da aplicação da dose. Caso não, o documento será emitido no ponto de imunização. A vacina deve ser aplicada anualmente, para que a doença se mantenha controlada e não venha a afetar os seres humanos.