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Saúde

Mais dois casos de raiva são registrados em Feira de Santana; animais domésticos devem ser vacinados

21 de Setembro de 2023 | 11h 18
Mais dois casos de raiva são registrados em Feira de Santana; animais domésticos devem ser vacinados
Foto: Uwe Schmidt

Dois novos casos de raiva animal foram confirmados, nesta quarta-feira (20), pela Prefeitura Municipal de Feira de Santana (PMFS). O vírus foi identificado em morcegos.

De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde (SMS), as novas ocorrências foram registradas nos bairros Gabriela e Queimadinha.

Outros dois casos já haviam sido detectados na cidade, que é segunda maior da Bahia e tem importância estratégica, por ser entroncamento rodoviário e ligar a capital, Salvador, a municípios do interior.

As ocorrências anteriores foram identificadas nos bairros Gabriela e Caseb, no dias 24 de agosto e 5 de setembro. Até o momento, o Município não notificou casos da doença em humanos.

VACINA – Em função da detecção de ontem, o Governo Municipal oferta, hoje (21), a aplicação da vacina antirrábica em cães e gatos pertencentes a tutores que residem no bairro Gabriela.

A Prefeitura, por meio do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), promove constantes campanhas de vacinação contra o vírus. A imunização é feita em etapas e contempla um grupo de bairros de cada vez. A medida também é extensiva aos distritos.

LETAL – A raiva é uma doença infecciosa aguda grave. É transmissível a humanos, sendo que a contaminação ocorre por meio da saliva de animais infectados. Também conhecida como hidrofobia, a enfermidade costuma ser letal em quase 100% dos casos.

As autoridades sanitárias alertam que a única forma de prevenção é a vacinação de animais domésticos, como cães e gatos. Também é importante não manipular indivíduos pertencentes à fauna silvestre, especialmente morcegos.

A veterinária e coordenadora do CCZ, Mirza Cordeiro, orienta a população a observar sinais atípicos no comportamento deste tipo de mamífero, que, em condições normais, não costuma atacar seres humanos. “O morcego tem um comportamento noturno. Então, se ele for encontrado no chão durante o dia é importante ficar alerta. Também se ele apresentar voo baixo e conduta agressiva”, adverte.

Se ocorrências desse tipo forem identificadas ou se algum morcego for encontrado morto, a gestora ressalta que o Centro de Zoonoses deve ser acionado. O contato deve ser feito por meio do número (75) 9 9967-3984, a fim de que o devido recolhimento seja realizado e para que amostras sejam enviadas para investigação no Laboratório Central da Bahia (Lacen).

ACIDENTES – Em caso de acidente com qualquer animal não vacinado ou que se tem dúvida quanto à imunização, a vítima deve lavar o local da mordida ou arranhão com água e sabão e se dirigir, imediatamente, a uma unidade de saúde municipal, para tomar o imunizante especificamente elaborado para os seres humanos. A aplicação é garantida via Sistema Único de Saúde (SUS) e nenhuma taxa é cobrada.

No caso da antirrábica animal, a vacina está disponível tanto na rede pública, quanto no sistema privado, podendo ser aplicada, neste caso, em clínicas veterinárias. Na sede do CCZ, que está localizada na Avenida Eduardo Fróes da Mota, S/N, o atendimento ocorre de segunda a sexta-feira, das 8h às 15h. Aos sábados, o expediente é das 9h às 16h.

IMUNIZAÇÃO ANUAL – Cães e gatos podem ser vacinados a partir de 3 meses de idade. Os donos devem transportar os pets de maneira adequada e segura. Gatos, em caixas apropriadas; e cães, em coleiras, guias ou correntes.

Se o animal possuir cartão de vacinação, é preciso apresentá-lo no momento da aplicação da dose. Caso não, o documento será emitido no ponto de imunização. A vacina deve ser aplicada anualmente, para que a doença se mantenha controlada e não venha a afetar os seres humanos.



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