Amar os animais de estimação também significa promover não
apenas o bem-estar e a alimentação deles, mas também manter as vacinas em dia,
a fim de evitar doenças. É o que alerta a médica veterinária e coordenadora do
Centro Municipal de Controle de Zoonoses (CCZ) de Feira de Santana, Mirza Cordeiro.
Com um surto de raiva em morcegos em curso na cidade, este
gesto se torna ainda mais imprescindível. Até o momento, sete casos já foram
notificados. A doença infecciosa é grave e letal em quase 100% dos casos,
podendo, também acometer os seres humanos, com os mesmos níveis de severidade e
alta incidência de óbitos.
Frente a este cenário, a única forma possível de prevenção é
a imunização dos pets. “O amor deve ser demonstrado em atitudes, através do
zelo, do carinho e de manter essa proteção em dia. Os animais não são
autossuficientes, eles precisam dos donos para cumprir esse papel de levar a um
consulta, dar banho, entre outras coisas”, argumentou a gestora.
A veterinária pede que a população atenda ao chamado no que
diz respeito à imunização animal. “A raiva é uma doença que pode deixar cães e
gatos com sequelas e até morrer. É muito importante que a gente saiba dessa
gravidade. Nossas equipes têm ido aos bairros, semanalmente, para imunizar os
bichos. E é fundamental que os moradores abram suas portas e levem seus pets
para garantir a saúde”, declarou.
Mirza Cordeiro orienta que se qualquer mudança de comportamento
for observada em cães e gatos, a exemplo de dificuldade para ingerir ou recusa
de água, salivação excessiva, paralisia da cabeça ou de qualquer membro,
inquietação ou quietude anormal, os responsáveis precisam acionar o Centro de
Zoonoses. O contato pode ser feito através do número (75) 99967-3984.
A veterinária enfatiza que a mesma instrução vale para o caso de animais domésticos em situação de abandono. Também para animais silvestres, como os morcegos, que podem, se infectados, apresentar algum modo atípico, como dificuldade de voar, aparecimento em horários diurnos ou até mortos. “Não devemos sair agredindo os animais ou fazendo o recolhimento por conta própria. A pessoa que identificar esses sinais tem que em contato com o Centro de Zoonoses e nossa equipe tomará as medidas necessárias”, explicou.