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Saúde

Vacinar animais domésticos é um gesto de amor e cuidado, destaca veterinária

04 de Outubro de 2023 | 17h 07
Vacinar animais domésticos é um gesto de amor e cuidado, destaca veterinária
Foto: Divulgação/PMFS

Amar os animais de estimação também significa promover não apenas o bem-estar e a alimentação deles, mas também manter as vacinas em dia, a fim de evitar doenças. É o que alerta a médica veterinária e coordenadora do Centro Municipal de Controle de Zoonoses (CCZ) de Feira de Santana, Mirza Cordeiro.

Com um surto de raiva em morcegos em curso na cidade, este gesto se torna ainda mais imprescindível. Até o momento, sete casos já foram notificados. A doença infecciosa é grave e letal em quase 100% dos casos, podendo, também acometer os seres humanos, com os mesmos níveis de severidade e alta incidência de óbitos.

Frente a este cenário, a única forma possível de prevenção é a imunização dos pets. “O amor deve ser demonstrado em atitudes, através do zelo, do carinho e de manter essa proteção em dia. Os animais não são autossuficientes, eles precisam dos donos para cumprir esse papel de levar a um consulta, dar banho, entre outras coisas”, argumentou a gestora.

A veterinária pede que a população atenda ao chamado no que diz respeito à imunização animal. “A raiva é uma doença que pode deixar cães e gatos com sequelas e até morrer. É muito importante que a gente saiba dessa gravidade. Nossas equipes têm ido aos bairros, semanalmente, para imunizar os bichos. E é fundamental que os moradores abram suas portas e levem seus pets para garantir a saúde”, declarou.

Mirza Cordeiro orienta que se qualquer mudança de comportamento for observada em cães e gatos, a exemplo de dificuldade para ingerir ou recusa de água, salivação excessiva, paralisia da cabeça ou de qualquer membro, inquietação ou quietude anormal, os responsáveis precisam acionar o Centro de Zoonoses. O contato pode ser feito através do número (75) 99967-3984.

A veterinária enfatiza que a mesma instrução vale para o caso de animais domésticos em situação de abandono. Também para animais silvestres, como os morcegos, que podem, se infectados, apresentar algum modo atípico, como dificuldade de voar, aparecimento em horários diurnos ou até mortos. “Não devemos sair agredindo os animais ou fazendo o recolhimento por conta própria. A pessoa que identificar esses sinais tem que em contato com o Centro de Zoonoses e nossa equipe tomará as medidas necessárias”, explicou.



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