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Saúde

Mercado reduz previsão da inflação para 4,55%, este ano

20 de Novembro de 2023 | 12h 27
Mercado reduz previsão da inflação para 4,55%, este ano
Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

A previsão do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que corresponde à inflação oficial do país, caiu de 4,59% para 4,55%, este ano. A estimativa foi publicada no Boletim Focus desta segunda-feira (20). A pesquisa é divulgada, semanalmente, pelo Banco Central (BC) e revela a expectativa das instituições financeiras para os principais indicadores econômicos.

Segundo a Agência Brasil, para 2024, a projeção da inflação ficou em 3,91%. Para 2025 e 2026, as previsões são de 3,5% para os dois anos. A estimativa para 2023 está acima do centro da meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC.

Definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta é de 3,25% para 2023, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Isto significa que o limite inferior é 1,75% e o superior 4,75%.

O BC ressaltou, ainda, que, no último Relatório de Inflação, a chance de o índice oficial superar o teto da meta em 2023 é 67%. A projeção do mercado para a inflação de 2024 também está acima do centro da meta prevista, fixada em 3%, mas ainda dentro do intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual.

Conforme a Agência Brasil, no mês de outubro, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que o aumento de preços das passagens aéreas pressionou o resultado da inflação, fazendo com que o IPCA ficasse em 0,24%. A percentagem ficou abaixo da taxa de setembro, que teve alta de 0,26%. A inflação acumulada em 2023 atingiu 3,75%. Nos últimos 12 meses, o índice está em 4,82%. 

Juros básicosPara alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa a taxa básica de juros (Selic), definida em 12,25% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom), como principal instrumento. Após sucessivas quedas no fim do primeiro semestre, diz a Agência Brasil, a inflação voltou a subir na segunda metade do ano. Essa alta, no entanto, era esperada por economistas. 

O comportamento dos preços levou o BC  a cortar os juros pela terceira vez no semestre. Este ciclo que deve seguir com cortes de 0,5 ponto percentual nas próximas reuniões, estima a instituição. Mesmo assim, diz a Agência Brasil, por meio de um comunicado divulgado na semana passada, o Copom indicou que poderá mudar o tempo do período de cortes, caso as condições tornem a redução dos juros mais difícil.

Entre março de 2021 e agosto de 2022, o Copom elevou a Selic por 12 vezes consecutivas, em um ciclo de aperto monetário iniciado em meio à alta dos preços de alimentos, energia e combustíveis. De agosto do ano passado a agosto de 2023, a taxa foi mantida em 13,75% ao ano, por sete vezes seguidas. 

Antes do início do ciclo de alta, reporta a Agência Brasil, a Selic tinha sido reduzida para 2% ao ano, no nível mais baixo da série histórica iniciada em 1986. Por causa da contração econômica gerada pela pandemia de covid-19, o BC havia derrubado a taxa, com a finalidade de estimular a produção e o consumo. Assim, o percentual ficou no menor patamar da história entre agosto de 2020 a março de 2021. 

Para o mercado financeiro, a Selic deve encerrar 2023 em 11,75% ao ano. Para o fim de 2024, a estimativa é de que a taxa básica caia para 9,25% ao ano. Para o fim de 2025 e de 2026, a previsão é de que a Selic fique em 8,75% ao ano e 8,5% ao ano, respectivamente. 

O Copom aumenta a taxa básica de juros com a finalidade de conter a demanda aquecida. Isto, ressalta a Agência Brasil, causa reflexos nos preços, uma vez que os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Porém, além da Selic, os bancos consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, a exemplo do risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas. Assim, taxas mais altas também podem dificultar a expansão da economia.

Quando o Copom faz o movimento é inverso, diminuindo a Selic, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle sobre a inflação e estimulando a atividade econômica. 

PIB e câmbioA projeção das instituições financeiras para o crescimento da economia brasileira este ano caiu de 2,89% para 2,85%.  Para 2024, a expectativa para o Produto Interno Bruto (PIB), indicador que soma todos os bens e serviços produzidos no país, é de crescimento de 1,5%. Para 2025 e 2026, o mercado financeiro projeta expansão do PIB em 1,93% e 2%, respectivamente. 

Ainda de acordo com a Agência Brasil, a previsão para a cotação do dólar está em R$ 5 para o fim de 2023. Para o fim de 2024, a previsão é de que a moeda americana fique em R$ 5,05.



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