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Justiça

Rui Barata Filho tem bens apreendidos, no âmbito da nova fase da Operação Patronos

22 de Outubro de 2024 | 16h 18
Rui Barata Filho tem bens apreendidos, no âmbito da nova fase da Operação Patronos
Foto: Divulgação

Rui Barata Filho, ex-juiz do Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) e filho da desembargadora Lígia Cunha, teve os bens apreendidos, nesta terça-feira (22), no âmbito da sétima fase da Operação Patronos, que visa recuperar bens obtidos ilegalmente, por meio de negociação de decisões judiciais feitas por magistrados vinculados ao Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA). A ação policial foi comandada pela Delegacia de Repressão à Corrupção e Crimes Financeiros (Delecor).

De acordo com o inquérito, a decisão judicial de uma desembargadora envolvida no esquema criminoso denunciado pela Operação Faroeste, cuja primeira fase foi deflagrada em novembro de 2019, pela Polícia Federal (PF), teria beneficiado a parte interessada com vantagens indevidas em valores milionários, que alcança o montante de mais de 35 milhões de reais.

A ação de hoje contra Rui Barata contou com a participação de oito policiais federais, tendo sido arrecadados veículos e embarcação de propriedade dele.

Ex-juiz eleitoral, o magistrado foi citado em uma gravação entre o advogado Júlio Cesar Cavalcanti, delator da Operação Faroeste, e o filho da desembargadora do TJ-BA Sandra Inês Rusciolelli, na 5ª fase da força-tarefa.

O Barata é acusado de envolvimento no esquema de corrupção que envolve a disputa judicial de mais de 300 mil hectares de terra, no Oeste baiano. Na primeira fase da Faroeste, ele foi apresentado como suspeito, pela Ministério Público Federal (MPF).

Segundo o órgão, o advogado e então juiz eleitoral é acusado de tráfico de influência, por ser filho da desembargadora. A primeira denúncia do MPF aponta que o magistrado abriu um escritório de advocacia na cidade de Barreiras, quando a mãe se tornou desembargadora na Câmara Especial do Oeste, inaugurada pelo TJ-BA em meados de 2015.

Um relatório da Unidade de Inteligência Financeira, antigo Coaf, aponta uma movimentação bancária atípica do advogado, na ordem de R$ 23,8 milhões, sendo que R$ 4 milhões estão ligados a Geciane Maturino, esposa do falso cônsul da Guiné Bissau, Adailton Maturino, estes presos durante a primeira fase da Operação Faroeste.

Em dezembro de 2020, o ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Og Fernandes, relator da Faroeste na Corte, negou um pedido de prisão contra Rui Barata Filho, feito pelo do MPF. Na ocasião, ele foi apontado como operador de células criminosas.

Lígia Cunha, mãe de Barata, está afastada do TJ-BA desde dezembro de 2020, quando tiveram inícios as primeiras ações contra os envolvidos, no âmbito da Operação Faroeste.

 




 

*Com informações do Bahia Notícias.



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