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Geral

Empresas desafiam prefeitura e retiram ônibus das ruas

17 de Agosto de 2015 | 08h 20

Motoboys aproveitam para cobrar caro de quem precisa sair de casa

Empresas desafiam prefeitura e retiram ônibus das ruas
Ônibus parados na garagem das empresas na manhã desta segunda-feira (foto Paulo José/Acorda Cidade)

Glauco Wanderley

Inconformadas com a licitação finalizada na sexta-feira, que vai colocar outras empresas no serviço de transporte coletivo de Feira de Santana, as empresas Princesinha e 18 de setembro tiraram os ônibus das ruas desde o domingo. A alegação é que falta dinheiro para compra de combustível, já que com a notícia do fim da licitação, as empresas estariam fora do serviço em breve e portanto ficaram sem crédito, quando já deviam aos fornecedores. A segunda-feira amanheceu sem ônibus, embora os rodoviários tenham comparecido ao trabalho.

O argumento da falta de dinheiro foi rebatido em entrevistas do secretário de Transportes, Ebenezer Tuy, na manhã de hoje. Segundo ele, 3,5 milhões de reais entraram nos cofres das empresas em pagamentos à vista feitos pelos usuários do sistema de transporte durante o mês de julho.

A prefeitura passou quase todo o domingo inerte, enquanto passageiros desavisados esperavam nos pontos. Já à noite, anunciou que a alegação do advogado das empresas, Ronaldo Mendes, de que o contrato emergencial estava vencido, não é real, porque ele só termina em 25 de agosto. As empresas trabalham sob contrato emergencial desde fevereiro, quando acabaram-se os 10 anos de concessão.

Nas mesmas entrevistas, o major Tuy anunciou a liberação dos táxis para fazerem lotação enquanto os ônibus estiverem fora de circulação. Disse ainda que as kombis que trabalham no sistema alimentador seriam utilizadas para suprir em parte a falta de ônibus.

Entretanto, o repórter Paulo José, do programa Acorda Cidade, esteve no terminal do bairro Tomba e constatou que os carros alimentadores estavam parados. O presidente da Coopertrafs, José Vicente, confirmou que não foi recebida nenhuma orientação da prefeitura, mas esperava uma definição até o meio dia. O presidente do sindicato dos taxistas, Liomar Ferreira, embora tenha cargo no governo, também manifestou desconhecimento da decisão sobre liberação do taxi-lotação.

Enquanto isso, quem apelou para motoboys teve que pagar valores exorbitantes. No mesmo programa de rádio, um deles foi entrevistado e revelou que numa corrida por toda a extensão da Getúlio Vargas até o Contorno, cobraria R$ 10,00. Ele tinha acabado de trazer um passageiro do bairro Santo Antônio dos Prazeres para o começo da Getúlio Vargas, logo após o viaduto com a Nóide Cerqueira, cobrando R$ 15,00. Trabalhando há 10 anos como clandestino e queixando-se da rotina de fugir da fiscalização, ele comemorava um dia de liberdade para trafegar, certo de que hoje não haverá fiscalização. “É o dia de garantir o leite das crianças”, argumentou quando questionado sobre o valor elevado das corridas.



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