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Justiça

Advogado de Bolsonaro diz que vai pedir anulação da delação de Mauro Cid

25 de Fevereiro de 2025 | 12h 49
Advogado de Bolsonaro diz que vai pedir anulação da delação de Mauro Cid
Foto: Gustavo Moreno/STF

Celso Vilardi, advogado de Jair Messias Bolsonaro (PL), afirmou, nesta segunda-feira (24), que pedirá a anulação da delação premiada de Mauro Cesar Barbosa Cid, tenente-coronel da ativa do Exército Brasileiro, que atuou, no governo do ex-presidente da República, como ajudante de ordens.

A declaração da defesa foi dada após uma audiência com o presidente do Supremo Tribunal Federal, o ministro Luís Roberto Barroso. Ao deixar a sede do STF, o advogado disse que "fez várias petições ao ministro", mas sem adiantar o teor.

O jurista também destacou que a divulgação de novos áudios da Polícia Federal (PF) sobre a investigação que serviu de base ao inquérito do golpe "não complicam" a situação de Bolsonaro. "Não tive acesso a todas as mídias. Isso precisa ser analisado dentro de um contexto, e não frases separadas”,  conjecturou.

Na semana passada, Bolsonaro e outros 33 suspeitos de participação na trama golpista que pretendia o impedimento da posse do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o sequestro dos Poderes da República e a abolição violenta do Estado Democrático de Direito, foram denunciados, pela Procuradoria-Geral da República (PGR), à Suprema Corte.

O inquérito também aponta que a organização criminosa supostamente liderada por Bolsonaro também aventou os assassinatos de Lula; de seu vice-presidente eleito, Geraldo Alckmin (PSDB) e do ministro Alexandre de Moraes, do STF.

A denúncia será julgada pela Primeira Turma do Supremo. O colegiado é composto pelo relator, Alexandre de Moraes, e pelos magistrados Flávio Dino, Cristiano Zanin, Cármen Lúcia e Luiz Fux.

Caso a maioria dos ministros aceite a denúncia, Jair Bolsonaro e seus supostos comparsas se tornarão réus no processo, passando a responder a uma ação penal no STF.

Pelo regimento interno da Corte, cabe às duas turmas do Tribunal julgar ações penais. No entanto, como o relator faz parte da Primeira Turma, a acusação será julgada por este colegiado.

A data da apreciação da matéria ainda não foi definida. Considerando os trâmites legais, o caso pode ser julgado ainda no primeiro semestre de 2025.

 




*Com informações da Agência Brasil.



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