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Justiça

TJBA abre processo disciplinar contra três juízes suspeitos de corrupção

14 de Abril de 2025 | 12h 33
TJBA abre processo disciplinar contra três juízes suspeitos de corrupção
Foto: Reprodução/Redes Sociais

O Tribunal de Justiça do Estado da Bahia (TJBA) determinou a abertura de um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) contra três juízes. Eles são acusados de violação ética, corrupção, improbidade administrativa e agiotagem.

Publicada nesta segunda-feira (14), no Diário da Justiça Eletrônico, a decisão, assinada pela presidente do TJBA, desembargadora Cynthia Maria Pina Resende, prevê o afastamento imediato dos magistrados, no curso das investigações.

Fernando Machado Paropat, Rogério Barbosa de Sousa e Silva e André Marcelo Strogenski estão sendo investigados por, supostamente, descumprirem normas do Código de Ética da Magistratura Nacional e, também, da Lei Orgânica da Magistratura Nacional (Loman). 

De acordo com o Tribunal de Justiça da Bahia, há indícios de que os magistrados cometeram os crimes de falsidade ideológica, corrupção passiva e ativa, lavagem de dinheiro e agiotagem, ou seja, empréstimos a juros abusivos.

ACUSAÇÕES – As graves irregularidades foram, inicialmente, apontadas no âmbito de uma sindicância interna, aberta pela Corregedoria Geral de Justiça do TJBA, após a deflagração da Operação Liga da Justiça, em agosto de 2024, em Porto Seguro, no Sul do estado.

A apuração foi concluída no dia 19 de março de 2025 e discutida durante sessão do Tribunal Pleno do TJBA. Na ocasião, o PAD foi determinado por unanimidade.Parte inferior do formulário

OS ALVOS – Fernando Machado Paropat é o magistrado mais citado no processo. Ele é suspeito de concussão, isto é, extorsão mediante uso de cargo público; advocacia administrativa, ou seja, usar influência para benefício próprio; improbidade administrativa; e crime de usura (agiotagem). Além disso, o juiz é acusado de praticar violações no Código de Processo Civil (CPC). Há menções de possíveis irregularidades em decisões judiciais.

Rogério Barbosa de Sousa e Silva está sendo acusado de envolvimento em crimes de improbidade administrativa e agiotagem. Já André Marcelo Strogenski está sendo investigado por faltas éticas graves, além de improbidade administrativa, com indícios de desvio de conduta, no exercício da função.



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