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Justiça

Moraes diz que grupo tenta desestabilizar o STF e a economia brasileira

01 de Agosto de 2025 | 11h 47
Moraes diz que grupo tenta desestabilizar o STF e a economia brasileira
Foto: Reprodução / Redes Sociais

O ministro Alexandre de Moraes fez duras declarações nesta quinta-feira (1º), durante a abertura do segundo semestre do Supremo Tribunal Federal (STF), em meio ao atual clima de tensão diplomática entre Brasil e Estados Unidos.

Moraes afirmou que investigados e réus no Brasil têm atuado conscientemente como parte de uma organização criminosa, que age de maneira "covarde e traiçoeira", com o objetivo de submeter o funcionamento do STF à influência de um Estado estrangeiro — algo inédito e grave, segundo ele.

O ministro destacou que muitos desses envolvidos, aos quais chamou de "pseudopatriotas", deixaram o país para escapar da Justiça. Ele também apontou que o chamado “tarifaço” norte-americano contra o Brasil tem ligações com essa organização. Segundo Moraes, há provas de que a medida faz parte de um esquema de “negociações criminosas” voltadas à obstrução da Justiça e tentativa de coação do STF, especialmente no julgamento dos atos golpistas de 8 de janeiro.

De acordo com o ministro, a insistência em pressionar pela taxação de 50% sobre produtos brasileiros impacta diretamente a economia, agravando crises social e política, em uma estratégia deliberada para gerar instabilidade no país e abrir espaço para novos ataques à democracia.

Moraes ainda defendeu a condução das investigações e julgamentos relacionados à tentativa de golpe. “Não houve no mundo uma ação penal com tanta transparência e publicidade como esta”, declarou.

Segundo ele, os envolvidos tentam substituir o devido processo legal por uma “tirania de arquivamentos”, desrespeitando as instituições e a democracia. “Esses brasileiros – traidores da pátria – seguem incentivando ações hostis contra o país, porque sabem que esta Corte não cederá às ameaças”, afirmou.

Ao encerrar, Moraes reiterou que o STF foi forjado no espírito democrático da Constituição de 1988 e garantiu que o país não aceitará novos golpes de Estado.

 

  



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