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Justiça

STF reforça segurança para julgamento de trama golpista

01 de Setembro de 2025 | 12h 41
STF reforça segurança para julgamento de trama golpista
Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

O Supremo Tribunal Federal (STF) reforçou, na manhã desta segunda-feira (1º), a segurança no entorno de sua sede, situada na capital federal, Brasília. A medida foi adotada em função do julgamento sobre a trama golpista que teria tentado manter, ilegalmente, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no poder. A apreciação do caso tem início nesta terça-feira (2).

O efetivo extra de homens e viaturas da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) deve ficar de prontidão até 12 de setembro, quando o julgamento já deverá ter sido encerrado, conforme o cronograma estipulado pela Suprema Corte.

A partir de hoje, começou a operar, também, uma Célula Presencial Integrada de Inteligência, instalada na sede da Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal (SSP-DF). A estrutura reúne órgãos de segurança locais e nacionais, para realizar o monitoramento da movimentação de pessoas em Brasília e nas redes sociais. O objetivo é atuar preventivamente, caso seja necessário. 

Amanhã, os arredores do STF estarão submetidos a um esquema de segurança integrado entre a Polícia Judicial Federal e a SSP-DF. Estão proibidas aglomerações que caracterizem manifestações. Acampamentos nos arredores da Praça dos Três Poderes também não podem ser realizados.

Policiais farão o monitoramento de quem transita nas imediações do Supremo e nas vias de acesso à sede do órgão. Abordagens e revista de mochilas e bolsas estão previstas. As autoridades darão atenção especial às ações solitárias por parte de apoiadores do ex-presidente. Além disso, varreduras, diurnas e noturnas, com drones equipados com câmeras termais também serão realizadas.

Ainda que não sejam permitidas manifestações nas proximidades, o julgamento deve alterar a rotina da região central de Brasília, uma vez que mais de três mil pessoas se inscreveram para acompanhar a apreciação do caso, em vagas limitadas abertas ao público. Entre jornalistas nacionais e estrangeiros, mais de 501 profissionais pediram credenciamento.

O principal alvo do julgamento é Jair Bolsonaro, que não está obrigado a comparecer. Todavia ele pode acompanhar o caso em pessoa, caso queira. Para tanto, ele precisaria de uma autorização do ministro Alexandre de Moraes, relator da ação penal, para se deslocar, já que se encontra em situação de prisão domiciliar.

O ex-presidente também tem o direito de comparecer ao julgamento dos outros sete militares e civis que figuram como réus. Todos são ex-assessores próximos de Bolsonaro. Eles foram acusados, pela Procuradoria-Geral da República (PGR), de tentarem romper com a ordem democrática no Brasil.

Esta semana, não estão previstas interdições na Esplanada dos Ministérios, a não ser no dia 7 de setembro, quando ocorre o desfile alusivo às comemorações da Independência do Brasil. Nesse caso, o fechamento da via acontece a partir das 17h do dia 6, na altura da Catedral de Brasília e às 23h, a partir da alça leste, logo após a Rodoviária do Plano Piloto.

O acesso ao público estará aberto a partir das 6h do 7 de setembro. Estão proibidos itens como armas, objetos cortantes, substâncias inflamáveis, recipientes de vidro, fogos de artifício, mochilas de grande porte, barracas e drones, sem prévia autorização.

Outras medidas – Desde meados de agosto, o STF se prepara para a realização do julgamento da tentativa de Golpe de Estado bolsonarista. Desde o mês passado, cerca de 30 agentes da Polícia Judiciária, oriundos de diversos estados, foram enviados à capital federal. Alguns destes pernoitam na sede da Suprema Corte, em dormitórios montados. O objetivo é que estejam de prontidão, em caso de alguma eventualidade.

Entre as medidas adotadas, também houve varreduras repetidas no edifício do STF e na casa dos ministros da Primeira Turma, composta por Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin, Luiz Fux, Cármen Lúcia e Flávio Dino.

Os réus do núcleo 1 da trama golpista respondem por cinco crimes. Somadas, as penas podem ultrapassar 40 anos de prisão. Os réus são acusados de integrar organização criminosa armada; atentar violentamente contra o Estado Democrático de Direito; planejar e executar um golpe de Estado; dano qualificado por violência e grave ameaça; e deterioração de patrimônio tombado da União.

 

 


 

*Com informações da Agência Brasil.



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