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Justiça

Três delegados são ouvidos em primeiro dia de audiências da Operação El Patrón, contra deputado Binho Galinha

24 de Setembro de 2025 | 09h 37
Três delegados são ouvidos em primeiro dia de audiências da Operação El Patrón, contra deputado Binho Galinha
Foto: Reprodução/Redes Sociais

As audiências de instrução e julgamento dos réus da Operação El Patrón tiveram continuidade nesta quarta-feira (24), em Feira de Santana. No segundo dia de oitivas, três delegados – entre eles um federal – indicados pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA) prestaram depoimento como testemunhas de acusação.

Ao todo, estão previstas 77 testemunhas de defesa. Os réus, entre eles o deputado estadual Kléber Cristian Escolano de Almeida, conhecido como Binho Galinha (PRD), sua esposa Mayana Cerqueira da Silva e o filho, João Guilherme Cerqueira da Silva Escolano, deverão ser ouvidos por último. Segundo a TV Subaé, o próprio parlamentar esteve presente no Fórum Filinto Bastos nesta terça-feira (23), acompanhando os trabalhos. No total, 14 pessoas foram denunciadas.

De acordo com apuração do Bahia Notícias, a defesa de Binho Galinha tentou adiar as audiências alegando dificuldade para acessar documentos digitais do processo. A juíza Márcia Simões Costa, porém, rejeitou o pedido e determinou que a autoridade policial disponibilizasse os arquivos em até cinco dias.

A realização das sessões só foi possível após decisão da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), que no último dia 12 de setembro manteve os efeitos da Operação El Patrón. O colegiado negou, por unanimidade, um recurso apresentado por Binho Galinha, revertendo decisão anterior do Superior Tribunal de Justiça (STJ) que anulava provas da investigação.

O deputado é apontado como líder de uma organização criminosa envolvida em crimes como milícia, receptação, contravenção do jogo do bicho, extorsão, agiotagem e lavagem de dinheiro em Feira de Santana.

Deflagrada em 7 de dezembro de 2023, a Operação El Patrón cumpriu dez mandados de prisão preventiva, 33 de busca e apreensão, além do bloqueio de R$ 200 milhões em contas bancárias, sequestro de 40 imóveis e suspensão das atividades de seis empresas.

Desde o início das investigações, Binho Galinha nega participação nos crimes e afirma confiar na Justiça.

 

  



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