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Justiça

Dino manda PF investigar novas irregularidades em emendas Pix

08 de Dezembro de 2025 | 16h 40
Dino manda PF investigar novas irregularidades em emendas Pix
Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou, nesta segunda-feira (8), que a Polícia Federal (PF) investigue novas irregularidades no repasse de emendas individuais de parlamentares, as chamadas “emendas Pix”.

A medida foi determinada após a Controladoria-Geral da União (CGU) enviar, ao STF, um relatório de auditoria solicitado pelo magistrado, que é relator da ação que trata da transparência na aplicação de recursos oriundos de emendas.

A CGU apontou novas irregularidades nas emendas enviadas para os 20 municípios que mais receberam repasses no ano de 2024. O valor total das emendas é de R$ 72,3 milhões.

Para Dino, permanecem irregularidades graves no acompanhamento dos recursos, na prestação de contas e na compra de bens e serviços com dinheiro oriundo das emendas. “Tais auditorias por amostragem parecem indicar a permanência de um quadro generalizado de ilegalidades, com grave afronta às decisões do STF em tema tão relevante quanto o uso de dezenas de bilhões de reais do Orçamento da União”, destacou o ministro.

Na decisão, Flávio Dino também determinou que a CGU deverá apresentar um plano de auditoria de emendas para o ano de 2026. Este deverá conter o mapeamento das cinco regiões do país e identificar despesas em áreas críticas na ocorrência de desvios, como saúde e asfaltamento.

Após a aposentadoria da ministra Rosa Weber, relatora original do processo, Dino assumiu a condução do caso. No último mês de fevereiro, o magistrado homologou o plano de trabalho, no qual o Congresso Nacional se comprometeu a identificar os deputados e senadores responsáveis pelas emendas ao Orçamento e os beneficiários dos repasses.

A decisão de Dino também liberou o pagamento das emendas deste ano e dos anos anteriores que estavam suspensas por decisões da Suprema Corte.

 

 


 

 

 

*Com informações da Agência Brasil.



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