A Bahia tem se mostrado um estado estratégico para as
campanhas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, sempre conferindo uma alta
porcentagem de votos, superior àquela recebida pelo próprio governador do
partido. Essa dinâmica gera um “recall” eleitoral que, embora não se traduza em
retornos proporcionais ao eleitor baiano, é fundamental para a estruturação das
candidaturas do PT. O Senado tornou-se um espaço crucial no Congresso Nacional,
sendo responsável por decisões fundamentais, como impeachment, aprovação de
ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e indicação do Procurador-Geral da
República (PGR). Dominar o Senado tornou-se um pilar essencial para o exercício
do poder governamental. O Partido dos Trabalhadores (PT), sob a liderança de
Lula, reconhece essa realidade e busca indicar candidatos com alta viabilidade
eleitoral para o Senado.
Aqui na Bahia, o PT optou por indicar Jacques Wagner e Rui
Costa como candidatos ao Senado ambos
com desempenho favorável em pesquisas eleitorais. Contudo, existia um entrave
significativo: o senador Ângelo Coronel, ex-carlista, aliado fiel de Otto
Alencar(PSD). Jerônimo Rodrigues, atual governador da Bahia, tem o direito
natural à candidatura e à reeleição, o
que tornava impositiva a formação de uma chapa puro sangue. Apesar de várias
opções terem sido oferecidas a Coronel, a atratividade do Senado, com seu
grande poder, influência econômica, elevado grau de preservação e mandato longo de oito anos, faz com que
todos queiram manter seu lugar.