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Saúde

Bloco Neonatal do Hospital da Mulher de Feira de Santana ultrapassa 650 bebês assistidos, em cinco meses

03 de Junho de 2026 | 17h 46
Bloco Neonatal do Hospital da Mulher de Feira de Santana ultrapassa 650 bebês assistidos, em cinco meses
Fotos: Fátima Brandão/PMFS

Entre os meses de janeiro e maio de 2026, a Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (UTI Neonatal) do Hospital Inácia Pinto dos Santos (HIPS), o Hospital da Mulher de Feira de Santana, prestou assistência a mais de 650 recém-nascidos.

Segundo a coordenadora do setor de Neonatologia do Complexo Materno Infantil, Layze Sampaio, cada bebê atendido representa uma família que encontrou acolhimento, cuidado e esperança, no momento mais delicados de suas vidas.

Referência em assistência materno-infantil na Bahia, o Hospital da Mulher é reconhecido por realizar o maior número de partos dentre as maternidades do estado. Mas é dentro do Bloco Neonatal que muitas histórias emocionantes acontecem, diariamente. E estas também são protagonizadas por profissionais que dedicam suas vidas a cuidar de quem acabou de nascer.

Segundo Layze Sampaio, os números alcançados vão muito além das estatísticas. “Quando falamos em mais de 650 bebês assistidos, estamos falando de mais de 650 histórias de luta pela vida. São mães que enfrentaram uma gestação difícil; pais que viveram momentos de angústia; e recém-nascidos que precisaram lutar para viver, desde os primeiros minutos. Cada alta que damos é uma vitória compartilhada por toda a equipe e pela família”, destaca a gestora.

Ela ressalta, ainda, que o trabalho na UTI Neonatal exige conhecimento técnico, mas também muita sensibilidade, para o acolhimento dos familiares, em um período que costuma ser marcado por incertezas. “Todos os dias, testemunhamos a força desses pequenos guerreiros. Muitos chegam extremamente frágeis, necessitando de cuidados intensivos, monitoramento constante e atenção especializada. Ver a evolução de cada um deles, acompanhar o ganho de peso, a melhora clínica e, finalmente, presenciar o momento em que vão para casa nos emociona profundamente”, relata.

A gestora destaca que o diferencial da unidade está na combinação entre tecnologia, qualificação profissional e atendimento humanizado. “Nosso compromisso não é apenas cuidar do bebê, mas também acolher a família. Sabemos que a internação em uma UTI Neonatal gera medo e insegurança. Por isso, buscamos oferecer suporte emocional, orientação e um ambiente onde os pais possam participar do cuidado e fortalecer o vínculo com seus filhos”, explica.

Os resultados alcançados, diz ela, reforçam o papel estratégico do Hospital da Mulher na assistência materno-infantil na Bahia, contribuindo para a redução da mortalidade neonatal e garantindo mais chances de recuperação e desenvolvimento saudável a centenas de bebês atendidos.

Layze Sampaio detalha que o cuidado oferecido aos recém-nascidos vai muito além da UTI Neonatal, envolvendo uma rede integrada de assistência, que acompanha cada etapa da recuperação dos bebês. “O Hospital Inácia Pinto dos Santos disponibiliza dez leitos de Terapia Intensiva Neonatal, com ocupação média de oito leitos, atualmente”, revela.

Além disso, a gestora destaca “as Unidades de Cuidados Intermediários Convencionais (UCINCo), que possuem 15 leitos destinados aos recém-nascidos que já apresentam evolução clínica, mas que ainda necessitam de acompanhamento especializado”.

Segundo ela, a assistência continua também na Unidade de Cuidados Intermediários Canguru (UCINCa), espaço voltado ao fortalecimento do vínculo entre mães e bebês e ao preparo das famílias para o retorno ao lar.
“Na UCINCa, trabalhamos com o Método Canguru, uma etapa muito importante para os bebês prematuros ou de baixo peso. É nesse ambiente que eles permanecem em acompanhamento até alcançarem condições seguras para a alta médica, geralmente, quando atingem peso superior a 1,8 quilo. Mais do que ganhar peso, eles ganham força, estabilidade e a oportunidade de seguir para casa, ao lado da família”, frisa.

A coordenadora salienta, ainda, a importância do Banco de Leite Humano (BLH) para o atendimento dos recém-nascidos internados no bloco neonatal. Conforme a gestora, o serviço desempenha um papel crucial na recuperação e no desenvolvimento dos bebês que necessitam de cuidados especializados, sobretudo, aqueles que ainda não podem ser amamentados diretamente pelas mães. “O Banco de Leite Humano é um suporte indispensável para o bloco neonatal. Muitos dos bebês internados na UTI Neonatal ainda não tiveram contato direto com a mãe, para a amamentação, seja pela condição clínica do recém-nascido ou porque a mãe ainda está se recuperando e aprendendo o processo de ordenha. Nesse momento, o leite humano doado se torna um alimento fundamental para a recuperação desses pequenos pacientes”, observa.

Layze Sampaio ressalta que o trabalho do BLH vai além da coleta e distribuição do leite materno. “Também oferece orientação, acolhimento e acompanhamento às mães, ensinando técnicas de ordenha, manejo da amamentação e a pega correta dos bebês, elementos essenciais  para fortalecer o vínculo entre mãe e filho e garantir que a amamentação seja estabelecida de forma segura e eficaz”, explica.

A diretora-presidente da Fundação Hospitalar de Feira de Santana (FHFS), Gilberte Lucas, considera que os resultados obtidos pelo Hips são frutos do investimento contínuo na qualificação da assistência e na ampliação dos serviços oferecidos à população. “O trabalho realizado pela equipe da Neonatologia é motivo de orgulho para toda a Rede Municipal de Saúde. Cada bebê recuperado representa uma conquista que reafirma o compromisso da gestão em oferecer atendimento de excelência, humanizado e seguro para quem mais precisa”, pondera.

De acordo com o Governo Municipal de Feira de Santana, “em meio aos equipamentos, incubadoras e monitoramentos constantes, a UTI Neonatal do Hospital da Mulher segue sendo um lugar onde a ciência caminha lado a lado com a esperança. Um espaço onde profissionais dedicados transformam desafios em conquistas e ajudam a escrever, todos os dias, novos capítulos de vida para centenas de famílias baianas”.



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