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  • Feira de Santana, domingo, 07 de junho de 2026

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Brasil espera convencer Estados Unidos de que acordo seria melhor que taxação de 25%

07 de Junho de 2026 | 13h 09
Brasil espera convencer Estados Unidos de que acordo seria melhor que taxação de 25%
Foto: Alan Santos/PR

O Governo Federal do Brasil busca firmar um acordo tarifário com os Estados Unidos (EUA), a fim de evitar que a Casa Branca imponha tarifa adicional de 25% sobre parte das importações oriundas do Brasil, conforme recomendou o Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR).

Apesar de avaliar como difícil a possibilidade de se chegar a um acordo tarifário mais vantajoso para os dois países, o governo brasileiro acredita ser possível. Isto porque, dentre outros motivos, os Estados Unidos têm superávit comercial com o Brasil.

Tornada pública na semana passada, a recomendação da USTR resultou de uma investigação baseada na Seção 301 da Lei de Comércio dos Estados Unidos. A entidade alegou que o Brasil teria práticas “desleais” nas relações comerciais e atacou o sistema Pix, com o objetivo de favorecer empresas de pagamento estadunidenses.

O Governo do Brasil rebateu que os argumentos, ressaltando que não são legítimos e que a decisão parte de uma tentativa de ingerência em assuntos internos, além de expressar o protecionismo comercial unilateral de Washington.

O Brasil vem questionando as taxas adicionais dos EUA, com o argumento de que a tarifa média aplicada pelo Brasil sobre as importações norte-americanas é de 2,7%, o que não justificaria a alegação de que as empresas estadunidenses seriam prejudicadas no acesso ao mercado brasileiro.

Novo prazoO Brasil trabalha, agora, com o prazo de 15 de julho para fechar um acordo tarifário. Essa foi a data fixada pela USTR para uma definição sobre o tema. Em tese, tal prazo ainda poderia ser prorrogado.

Com isto, os negociadores brasileiros esperam ter mais tempo para um acordo, já que o prazo inicial estipulado após a reunião entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump, em Washington, no mês passado, foi de 30 dias e vence neste domingo (7).

Dificuldades Entre as dificuldades da negociação, está o fato de os Estados Unidos estarem envolvidos em várias outras negociações tarifárias, ao redor do mundo, além de liderar o conflito bélico contra o Irã.

Enquanto isso, o governo brasileiro avalia a conveniência de um novo encontro com Trump. Existe a possibilidade de os presidentes dos dois países se encontrarem no G7, na França, entre os dias 15 a 17 de junho. Porém, não há confirmação de um encontro bilateral, ainda.

Outra dificuldade para negociar com os Estados Unidos é que os norte-americanos costumam ter demandas muito amplas, o que abarcaria diversas reivindicações em diferentes áreas.

Por enquanto, o Brasil busca um acordo especificamente sobre questões tarifárias e comerciais, sem outras pautas que poderiam despertar o interesse do governo estadunidense, como, por exemplo, as terras raras. Ao mesmo tempo, o Governo do Brasil afirma que o Pix não entra em qualquer negociação com Washington.

Tarifa de 12,5% – Por outro lado, a taxação adicional, de 10% ou 12,5%, imposta a 60 países, sob o argumento de que essas nações não combateriam, de forma eficiente, o trabalho análogo à escravidão é vista, pelo governo brasileiro, como feita para não ser negociada.

Como é uma taxação imposta à boa parte do planeta, ela teria mais o objetivo de recompor, sob novas bases legais e argumentativas, o tarifaço anterior, derrubado pela Suprema Corte de Justiça dos Estados Unidos.

A nova taxa afeta, além do Brasil, os aliados históricos de Washington, como Japão, União Europeia, Canadá e Índia, além da Argentina, presidida por Javier Milei, que, nas questões internacionais, sempre se posiciona ao lado de Donald Trump.

 

 





 

 

*Com informações da Agência Brasil.



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