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  • Feira de Santana, quarta, 17 de junho de 2026

Segurança

Polícia Civil abre inquérito para investigar arma atribuída a Bolsonaro apreendida em Brasília

17 de Junho de 2026 | 16h 42

Pistola foi apreendida na última segunda-feira (15), em Brasília, durante blitz realizada pela Polícia Militar do Distrito Federal

Polícia Civil abre inquérito para investigar arma atribuída a Bolsonaro apreendida em Brasília
Foto: Sinpol/DF

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) abriu um inquérito, nesta terça-feira (17), para investigar as circunstâncias do caso da arma de fogo pertencente ao ex-presidente Jair Bolsonaro que foi apreendida, na noite da última segunda-feira (15), em posse de um terceiro, durante uma blitz realizada, em Brasília, Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF).

Em um comunicado enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF), o delegado responsável pela investigação informou, ao ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, que a 17ª Delegacia de Polícia está realizando as diligências necessárias ao esclarecimento dos fatos.

Ontem, o referido magistrado estipulou um prazo de 24 horas para a defesa do ex-presidente explicar a origem da pistola, uma Glock 9 milímetros. Bolsonaro está em prisão domiciliar desde o dia 24 de março, quando deixou o Hospital DF Star, em Brasília, após ser internado para tratar um quadro de pneumonia bacteriana bilateral. Antes, esteve detido no Complexo Penitenciário da Papuda, na capital federal, em cumprimento da pena de 27 anos e 3 meses de prisão, por cinco crimes contra o Estado Democrático de Direito.

De acordo com o inquérito, agentes da PMDF encontraram a arma ao revistarem um Honda Civic, cujo motorista recebeu ordem de parada em um ponto de bloqueio montado no Pistão Norte, em Taguatinga, região administrativa do Distrito Federal.

Durante a abordagem, o condutor se identificou como servidor do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República (GSI) e afirmou que a pistola pertencia a Jair Bolsonaro. Em seu poder, também foi arrestado um carregador sobressalente.

Após a inspeção, o homem foi conduzido até uma delegacia da Polícia Civil, onde relatou que a arma lhe foi entregue para conserto, em razão de uma pane. No depoimento, ele disse que retirou a arma no próprio dia 15, com o objetivo de realizar o reparo e que devolveria o artefato no dia seguinte.

Esclarecimentos – Frente aos fatos, o ministro Alexandre de Moraes solicitou que a defesa do ex-presidente esclareça a razão pela qual Bolsonaro mantinha uma arma de fogo em casa, com carregador sobressalente, e porque, às vésperas do encerramento do período de 90 dias concedido a título de prisão domiciliar humanitária, o condenado solicitou a realização de reparo no artefato.

O magistrado também inquiriu o tenente-coronel Allenson Nascimento Lopes, comandante do 19º Batalhão da PMDF e responsável pelas medidas de segurança do regime domiciliar humanitário concedido ao ex-presidente, se a ordem judicial de revista nos carros que saem da residência de Bolsonaro e nos veículos oficiais que fazem a segurança do condenado está sendo cumprida integralmente.



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