Pistola foi apreendida na última segunda-feira (15), em Brasília, durante blitz realizada pela Polícia Militar do Distrito Federal
A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) abriu um inquérito, nesta terça-feira (17), para investigar as circunstâncias do caso da arma de fogo pertencente ao ex-presidente Jair Bolsonaro que foi apreendida, na noite da última segunda-feira (15), em posse de um terceiro, durante uma blitz realizada, em Brasília, Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF).
Em um comunicado enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF), o
delegado responsável pela investigação informou, ao ministro Alexandre de
Moraes, relator do caso, que a 17ª
Delegacia de Polícia está realizando as diligências necessárias ao esclarecimento
dos fatos.
Ontem, o referido magistrado estipulou um prazo de 24 horas para a defesa do ex-presidente
explicar a origem da pistola, uma Glock 9 milímetros. Bolsonaro está em prisão
domiciliar desde o dia 24 de março, quando deixou o Hospital DF Star, em
Brasília, após ser internado para tratar um quadro de pneumonia bacteriana
bilateral. Antes, esteve detido no Complexo Penitenciário da Papuda, na capital
federal, em cumprimento da pena de 27 anos e 3 meses de prisão, por cinco crimes
contra o Estado Democrático de Direito.
De acordo com o inquérito, agentes da PMDF encontraram a arma
ao revistarem um Honda Civic, cujo motorista recebeu ordem de parada em um
ponto de bloqueio montado no Pistão Norte, em Taguatinga, região administrativa
do Distrito Federal.
Durante a abordagem, o condutor se identificou como servidor
do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República (GSI) e afirmou
que a pistola pertencia a Jair Bolsonaro. Em seu poder, também foi arrestado um
carregador sobressalente.
Após a inspeção, o homem foi conduzido até uma delegacia da
Polícia Civil, onde relatou que a arma lhe foi entregue para conserto, em razão
de uma pane. No depoimento, ele disse que retirou a arma no próprio dia 15, com
o objetivo de realizar o reparo e que devolveria o artefato no dia seguinte.
Esclarecimentos
– Frente aos fatos,
o ministro Alexandre de Moraes solicitou que a defesa do ex-presidente esclareça
a razão pela qual Bolsonaro mantinha uma arma de fogo em casa, com carregador
sobressalente, e porque, às vésperas do encerramento do período de 90 dias
concedido a título de prisão domiciliar humanitária, o condenado solicitou a
realização de reparo no artefato.
O magistrado também inquiriu o tenente-coronel Allenson Nascimento Lopes, comandante do 19º Batalhão da PMDF e responsável pelas medidas de segurança do regime domiciliar humanitário concedido ao ex-presidente, se a ordem judicial de revista nos carros que saem da residência de Bolsonaro e nos veículos oficiais que fazem a segurança do condenado está sendo cumprida integralmente.