A atriz Fernanda Montenegro, em defesa da classe, disse que tinha uma profissão digna. Sim, é verdade, a profissão é mesmo muito digna. Como todas as outras. Agora, profissão não é pessoa. A profissão é feita de gente, e gente, é falha, mesmo artistas. Eles gostam de privilégios, grandes cachês e verbas fáceis, como foi nos anos que silenciaram diante da corrupção e usufruíram de suas benesses.
Intencional ou não, Fernanda - que abraçou Sérgio Cabral, mostrando que seu desconfiometro anda desajustado-, confundiu a profissão com os praticantes, assim deixou de ver que a boa Lei Rouanet atendeu mais aos poderosos do que aos artistas humildes. E que estes silenciaram suas consciências por uma boa razão. Uma bela atriz, com um discurso equivocado.
A Bahia foi o Estado onde a extrema pobreza cresceu mais rapidamente: foi de 4,8% em 2014 para 9,8% em 2017.
É avassalador e doloroso esse resultado. Não é questão política. É de humanidade.
A cidadania, o bem, a solidariedade, a vinculação humana, a preservação de valores comuns , é um exercício diário, um esforço cotidiano, árduo, porque a queda sempre está a nos espreitar a cada gesto. É por isso que uma vida em que a evitemos nunca é banal. A vida é sempre o resultado de uma imensa batalha e, por isso mesmo, gloriosa.
Renan no Senado é golpe. A persistência de um Senador com uma longa ficha criminal na presidência do Senado é uma ofensa ao brasileiro. Inaceitável, inadmissível. Um elemento com tantos processos no STF, que já renunciou para evitar ser cassado, estar na linha sucessória da presidência da república é a desmoralização de todo movimento feito pelo eleitor contra a corrupção. #Elenão !