É preciso agora desencrostar a máquina pública, para que ela ganhe eficiência e mérito.
Não podemos fazer do espaço público um meio para dar sustentação a militantes e beneficiar familiares e amigos.
Quanto mais eficaz e enxuta ela for, mais recursos poupará para a nação.
Certos ovos de serpente - esteve aí o Cunha que não nos deixa mentir -, como aprendemos, devem ser destruídos antes de chocados.
A nomeação de Leonardo Picciani para Ministro dos Esportes, o homem que estará à frente do maior evento de repercussão mundial deste período, que levará a imagem do Brasil ao mundo, que simboliza a prática esportiva com espírito ético, nobre, é uma destas escolhas estúpidas, intoleráveis e inaceitáveis.
É um tiro no pé, uma ofensa, um acinte com quem esteve nas ruas. Aos Picciani já basta a exclusividade de sua empresa no fornecimento das pedras de todas as obras da Olimpíada.
O ato do deputado de coleira, Waldir Maranhão, jamais teve como objetivo qualquer sucesso jurídico. Nem seus mentores - Eduardo Cardoso e Flávio Dino - jamais esperaram qualquer consequência legal deste ato individual invalidar um ato colegiado que seguiu um rito determinado pelo STF.
Desde sempre o objetivo foi o achincalhe do processo, a exposição do impeachment como um projeto avacalhado, a desmoralização da Câmara como parteira do ato.
Todos sabiam - inclusive a presidente - que a missão seria abortada por Renan Calheiros ou pela Justiça. Mas ela já teria cumprido seu papel jogando um pouco mais de lama, de nódoa, na tramitação do impedimento.
O que é asqueroso pensar é que há homens - se podemos lhe classificar assim - invertebrados e que por isso conseguem se curvar a qualquer oferta.
Nunca vi governador perder para um prefeito, mas Rui Costa perdeu para Ronaldo, que comprou o passe de Lazaro, talvez o fiel da balança desta eleição, pois certamente levaria de 20.000 a 30.000 votos, possibilidade real de segundo turno.
Dizem que estava tudo certo, mas cumprir que é bom, nada. Lázaro então botou o burro na sombra com um pé na prefeitura de Neto, em Salvador, outro, no governo local.
É, também, incrível que após 10 anos de poder no Brasil e na Bahia o PT não tenha crescido como oposição em Feira, ainda que os votos de Neto, seu principal líder, tenham crescido para prefeito e deputado.
O PT escanteou Marialvo, liberou Sergio, perdeu Ângelo, despachou Pablo. Quer dizer, a oposição, com toda a força do estado, tem dois vereadores, sendo que um, aliás, é bem provável que dê adeus à Casa nesta eleição. É outro fenômeno a ser investigado.