Como o novo hospital não vem tão cedo eu quero saber quando o secretário de Saúde vai regularizar o abastecimento do hospital, facilitando a vida do Diretor e se vai autorizar reformas básicas para dar condições mais humanas e éticas de atendimento no Pronto Socorro e Ambulatório, aos profissionais de Saúde e pacientes.
O sistema não dá conta do atendimento. Há dificuldades na entrada e um gargalo na assistência secundária, com falta de resolutividade no nível intermediário (especialistas, cirurgias eletivas, tratamentos crônicos, etc) que acaba prejudicando a população. Há, sabemos, agravos de saúde que não se consegue resolver na rede.
Enfim, a Saúde precisa de investimentos, de um aporte de recurso que, com esta crise, parece cada vez mais difícil de surgir para resolver o problema de uma rede sobrecarregada e mal estruturada.
Deve ser doloroso, muito além do suportável, um esquerdista descobrir que sua esperança foi alimentada por líderes que implantaram um projeto de poder baseado na corrupção endêmica, na desvalorização institucional, no desrespeito à lei. E que, agora, mais perto do impeachment, passou a praticar o loteamento de cargos desesperado, sem nenhum pudor ou rigor administrativo.
Pego em flagrante - sim, ele passa a ter culpa no cartório, por cumplicidade - só lhe resta gritar: olhem, os outros também são ladrões, como se isto fizesse a expiação de sua culpa ou fosse um salvo-conduto porque a falta de honestidade do outro legitimaria a falta de honestidade de quem ele apóia.
Ao mesmo tempo, fingem uma superioridade moral porque em algum momento o governo usou recursos para oferecer alguns programas sociais aos mais carentes, esquecendo que os recursos acabam, o que acaba levando o país a uma recessão que retira muito mais dos desvalidos do que de quaisquer outros.
É preciso entender que as classes mais carentes não podem servir de discurso ou de instrumento para validar o roubo endêmico que estamos vivendo. Entregue à inércia administrativa, à crise econômica, o Brasil segue em desempenho medíocre, sem atrair recursos, sem investimentos, em um círculo vicioso que afeta as famílias com desemprego, serviços ruins e superlotados, e perda dos mínimos avanços que havia obtido.
Apesar de tudo, o militante não reconhece a incapacidade gerencial de Dilma, finge que não houve roubo, que as campanhas não tiveram financiamento irregular, e sai a gritar: golpe, golpe, como uma última desculpa, esquecendo que em verdade é um réquiem.
O presidente da Associação Comercial, Alexandrino, criticou o presidente da Câmara pela desordem do centro da cidade. Ronny desceu o porrete dizendo que Alexandrino tem medo de direcionar a cobrança à pessoa certa, que é Ronaldo, e que os vereadores não têm responsabilidade nisto.
Ronny está certo, pois Alexandrino tinha mesmo de direcionar a cobrança do mais eterno dos assuntos ao prefeito. Mas Ronny está errado, ao dizer que não tem nada com isto. Afinal, cabe à Câmara, cobrar o prefeito para que ele realize as coisas que o município precisa.
Ou então, nenhum vereador deveria sair dizendo que indicou esta e aquela obra para esta ou aquela comunidade. Ao que parece, o medo está perto de virar epidemia na cidade.
Queria sugerir que algum deputado fizesse um projeto de lei que obrigasse todo hospital municipal, ou unidade de emergência central, a ter o que deveria ser uma obrigação: um kit emergência (carro de parada com ambu, laringoscópio, material de entubação) aspirador, desfibrilador e um respirador.
Deveria ser rotina, mas não acontece assim. E os médicos submetidos a estes plantões vivem um estresse infernal, o medo da responsabilização e o pânico ético de ver um paciente morrer diante de si sem poder intervir.