Não por vontade de Cunha, que preferia levar o jogo de gato e rato (ou rato e rato) até o fim; nem do PT, apesar de saberem que chantagens não terminam e que a imobilidade iria destruir o partido cada vez mais, mas porque um acordo de condenados é difícil. O PT sabe que ao liberar os votos no Comitê de Ética contra Cunha, este iria retaliar liberando o pedido de processo contra Dilma. O PT vai pro tudo ou nada. Se ganhar, estará livre para reordenar a administração; se perder tentará salvar o discurso do golpe. É o que lhe resta.