Há cem anos combatemos, sem vencer, o Aedes Aegypti. E, agora, com a zika e os 1800 bebes com microcefalia, somos expostos de forma cruel e absurda ao monumental desrespeito de nossos administradores com a população.
A ausência de investimentos adequados, os desvios dos recursos da saúde, mais que água parada, constituem o verdadeiro foco de proliferação da doença.
As famílias expostas a esta dor interminável, ao custo de assistência à saúde destas crianças, à modificação dos sonhos de suas vidas, amputadas do normal por uma doença evitável, são de uma dureza desesperadora.
Nós, cidadãos, não podemos continuar a tolerar o perfil de administradores que estamos elegendo com nossa indiferença política.