Não estou estabelecendo um veredicto contra o impeachment, ao contrário, até porque considero Dilma um ser absolutamente incapaz, mas quero assinalar que a carta de Temer foi uma das coisas mais rasas que já vi.
O homem ocupa o segundo cargo da República e escreve uma carta à presidente, eivada de vaidades, de reclamações de prima donna deixada de fora do baile, após ter se comportado de forma servil e conivente em todo período de governo, barganhando cargos, até o limite do próprio interesse.
Agora, ao invés de produzir um documento consistente, firmado em bases técnicas e políticas, que apontasse erros ou saídas, manda um documento digno de um amante rejeitado.
Imagino esta carta registrada em um livro de história e lida com o distanciamento do tempo, por historiadores. Certamente pensarão ter sido publicada originalmente numa revista de frivolidades televisivas. Precisamos exigir mais daqueles que lideram a nação.