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César Oliveira

A CRISE E O MASOQUISMO NACIONAL

16 de Fevereiro de 2016 | 21h 36
A CRISE E O MASOQUISMO NACIONAL
São 10 milhões de desempregados, mais de 100 mil lojas fechadas, recessão, inflação de mais de 10% e PIB negativo por 3 anos.
 
Apesar disto o governo segue indiferente, inútil, incapaz de qualquer medida de gestão. Sem credibilidade, fica extorquindo mais o brasileiro através dos aumentos setoriais de impostos como bebidas, sorvetes, como se estes também não gerassem emprego; com o não reajuste da tabela do Imposto de Renda, mais uma vez. Ao mesmo tempo insiste em tirar mais do cidadão com o CPMF, como se fosse nossa a obrigação de cobrir o rombo da corrupção e populismo oportunista, mas não corta o custeio, não reduz seus 22 mil cargos comissionados, não faz nenhum ajuste na sua máquina corrompida e aparelhada, no seu Ministério de uma incompetência sideral e dedica seus dias não a administrar o país, mas a barganhar a permanência no poder no dia seguinte, como se fosse um drogado.
 
 
A presidente, por sua vez, em completo surto mental sai a dizer asneiras sem sentido em seus discursos que vão da mandioca a mosquita como se isto fosse respeitoso com nossas vidas, empresas e empregos. E ausenta-se de representar o Brasil nos encontros internacionais, certamente para evitar o vexame que acontece toda vez que é exposta ao público.
 
 
As instituições, enquanto isto, sobrevivem de ações individuais e não de um processo solidificado e estruturado de funcionamento. O Senado e a Câmara são presididos por dois investigados do STF em 8 processos como se isto fosse a coisa mais natural do universo e não merecesse o repúdio feroz da nação, que, entretanto, não entende que a quarta feira de cinzas já chegou e segue em pleno carnaval.
 
 
A oposição, salvo raras exceções, por sua vez, não passa de uma destas falsas alegorias que costumam enfeitar as passistas, mal cobrindo sua falta de pudor.
 
 
Enquanto isto muitos seguem a defender o governo como se tudo que está acontecendo fosse um baba ideológico e a população mais pobre já não estivesse sofrendo, de volta a linha de pobreza e colocada para escanteio.
 
Falta um mínimo de grandeza à presidente, para assumir sua incapacidade; falta um mínimo de pressão a bandidagem que ocupa a maior parte do congresso para que se faça reformas e acabe o desperdício; falta uma redução mínima do masoquismo nacional para que, enfim, se farte da continuada agressão sádica dos políticos atualmente no poder.


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