O cidadão baiano, embevecido com o carnaval, especialista em sobrevivência, portador de fé inabalável na sorte, precisa mesmo da proteção do Senhor do Bonfim para escapar da violência. Afinal, temos a inacreditável taxa de 54 homicídios por 100 mil habitantes em Salvador e Feira entrou na lista das 30 mais violentas do mundo.
Na inacreditável rotina de um banco assaltado por dia, a Bahia vai se convertendo em um caso para estudo do crescimento da violência e da limitação da resposta policial. Um insucesso que precisa ser explicado à Sociedade por dirigentes políticos e policiais. Em uma mesma semana o Banco do Brasil de Conceição do Jacuípe e de Jacobina voaram pelos ares.
Impressiona a facilidade de obterem explosivos, sem controle, o domínio da técnica, o armamento pesado, o deslocamento sem levantar suspeitas, as fugas sem pistas, os recursos não encontrados. Há algo de muito errado em tudo isto. A sociedade exige resposta.
O Secretário de Segurança precisa se dirigir à população e a polícia mostrar resultados ou apontar quais são as limitações. Não se pode conviver com o estado de pânico como vive a ex-pacata Berimbau (terceira vez) e o piemonte Jacobinense.