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César Oliveira

GRITO DE ALERTA OU BOTANDO AS BARBAS DE MOLHO

14 de Março de 2016 | 16h 47
GRITO DE ALERTA OU BOTANDO AS BARBAS DE MOLHO

A maior manifestação da história política do Brasil, superando a Diretas Já, com 1,4 milhões em São Paulo, 1 milhão no Rio, 200 mil em Curitiba, 100 em Brasilia, enfim, em 21 estados e no Distrito Federal, seguramente com mais de 3 milhões de participantes, é um grito de alerta incontestável e que obriga aos atores políticos a pararem de esconder o sol com a peneira e a fazerem a nau Brasil remar no rumo de seus acordos espúrios.

 

É preciso, no entanto, enxergar mais adiante que a universal e marcante rejeição ao PT e ao governo Dilma, apenas. As vaias em Alckmin, Aécio, Aleluia, entre outros, sinaliza uma nítida e dura insatisfação com este modelo político falido e a líderes sem personalidade e oportunistas.

 

Certo que esta memorável mobilização nacional sinaliza, também, um cansaço das gestões corruptas, da impunidade judicial, que espolia recursos e gera serviços ruins e sofrimento a população, explícito no apoio unanime e firme ao excelente juiz Moro.

 

Então, não é apenas o desnorteado governo Dilma e seu mentor que foram à lona e que precisam responder a sociedade, mas toda classe política, legislativo, gestores, demais membros do judiciário, que precisam mostrar ao Brasil que valem mais que um dólar furado.

 

O Brasil fez o seu grito de alerta. Que não se façam de moucos pois sairá caro. E, qualquer desatenção, como diz a canção, pode ser a gota d'água.



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