O governo decidiu fazer um provão para avaliar quem poderá receber o diploma de médico. É o velho método de criar um problema e inventar uma ficção para resolvê-lo. Medicina é um curso caro, muito caro, seja ao que cursam faculdades particulares, seja no Estado que financia uns 40% dos formandos atualmente.
Ora, se a reprovação se mantiver na média do que tem acontecido em São Paulo teremos desperdiçado uma imensidão de capital para formar recursos humanos que não serão utilizados. Isto é reflexo da abertura indiscriminada de escolas médicas, muitas como barganhas políticas, e que vão formar sem condições.
O certo teria sido o governo investir na qualificação das faculdades existentes com ampliação de vagas. Agora, vem fechar a porta depois de roubado, querendo que o aluno e sua família, ou o estado, paguem o preço de uma política equivocada. O MEC poderia ter optado por outro caminho, com ampliação, ao invés de uma escolha que identifica problemas mas não gera soluções.
Um exemplo é o ambulatório universitário que segue em passos de cágado e poderia qualificar ainda mais as condições de ensino da UEFS e ajudar a reduzir o problema da falta de especialistas na rede pública. Oremos!