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César Oliveira

Lagoas e a tolerância municipal

15 de Abril de 2016 | 08h 16
Lagoas e a tolerância municipal
A terraplanagem às margens da BR 324 já estava bem avançada quando a prefeitura pediu a suspensão

 

       Evidente que a Lagoa do Subaé é uma APP. Afinal a BR 324 a cortou ao meio, assim como a Avenida José Falcão cruzou, letalmente, as lagoas do outro lado da cidade.

Impressiona, no entanto, ao longo de todos estes anos, o pulso pouco firme do governo municipal no enfrentamento à ocupação destas áreas, seja por pessoas de baixa renda, seja por mega-empresários.

Se algo resta, ou se algo se salvou, é graças ao esforço da sociedade civil, que combate, pressiona, exige. Não fosse isto não restaria uma poça de água das nascentes da cidade.

Preservação de manancial hídrico não é uma luta ecológica xiita.  É uma necessidade vital para o futuro. A impermeabilização do solo, a destruição do bioma, a redução da temperatura pela circulação do ar, são aspectos centrais, mas há, também, questões relacionadas a lazer, redução de obesidade, e, beleza. 

O poder jamais deveria estar a reboque nestas questões e, sim, estar na dianteira, porque o contrário evidencia um brutal desprezo urbanístico. 



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