Evidente que a Lagoa do Subaé é uma APP. Afinal a BR 324 a cortou ao meio, assim como a Avenida José Falcão cruzou, letalmente, as lagoas do outro lado da cidade.
Impressiona, no entanto, ao longo de todos estes anos, o pulso pouco firme do governo municipal no enfrentamento à ocupação destas áreas, seja por pessoas de baixa renda, seja por mega-empresários.
Se algo resta, ou se algo se salvou, é graças ao esforço da sociedade civil, que combate, pressiona, exige. Não fosse isto não restaria uma poça de água das nascentes da cidade.
Preservação de manancial hídrico não é uma luta ecológica xiita. É uma necessidade vital para o futuro. A impermeabilização do solo, a destruição do bioma, a redução da temperatura pela circulação do ar, são aspectos centrais, mas há, também, questões relacionadas a lazer, redução de obesidade, e, beleza.
O poder jamais deveria estar a reboque nestas questões e, sim, estar na dianteira, porque o contrário evidencia um brutal desprezo urbanístico.