Está ficando complicado de entender. O Estado está anunciando a conclusão do Hospital da Costa do Dendê. Tá reformando o Padro Valadares em Jequié e fazendo o de Seabra. Fez o novo HGE. Está anunciando mais um em Salvador. Reformou o de Cruz das Almas e de Santo Antônio de Jesus. E o de Feira, nada. Fez a UPA, que esta semana parou por superlotação. E vai fazer uma Policlínica regional. Ótimo, mas o hospital de Feira, nada.
Acontece que, quanto mais abre espaços de atendimento básico, mais necessário se torna um Hospital terciário de suporte. E, este, é um dos gargalos fundamentais da saúde, na região. O HGCA, apesar de suas dificuldades, tem feito milagres, formado uma imensidão de profissionais, tão fundamentais a política de saúde em nossa região. Ele precisa de uma reforma que lhe dê sobrevida, mas o HGCA não ganha nada.
Foi anunciado que o Hospital da Criança (um erro de prioridade de Wagner, mas muito bom), seria transformado em materno-infantil, mas a execução se arrasta. Assim, sobraria espaço no HGCA e seriam investidos R$6 milhões de reais (menos do que o gasto com a reforma que desabou no Centro de Convenções) para melhorar suas condições.
Eu entendo que não há verba, no momento, para o novo Hospital Geral. Tá legal, eu aceito o argumento, mas existe uma necessidade imperiosa, urgente, imediata, imprescindível, que o velho, bom, glorioso e lutador HGCA, que nós amamos, seja reformado. Já. Agora. Sem mimimi.