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César Oliveira

Greve geral: nem tanto ao mar, nem tanto a terra

César Oliveira - 01 de Maio de 2017 | 18h 18
Greve geral: nem tanto ao mar, nem tanto a terra
A greve foi maior do que gostaria o governo federal, mas muito menor do que tentam fazer crer os organizadores e simpatizantes. Como em todo movimento organizados por Sindicatos há um temor de violência que inibe as pessoas a saírem de casa para trabalhar ou manterem o comércio aberto. Evidente que a adesão de professores e motoristas inviabilizando o deslocamento traz a impressão de uma participação que não é real. O fechamento dos bancos- vítima natural destes grupos- contribuiu para a redução do movimento. 
 
Aqui em Feira, um pequeno grupo fechou a BR 324 e outros fizeram uma caminhada, mas longe dos milhares desfilando como afirmam os organizadores. Em verdade, ficou muito aquém da lotação que a Praça da Prefeitura viu no impeachment.  Com a ausência dos ônibus e o receio do quebra-quebra, vários estabelecimentos fecharam, mas muitas escolas particulares funcionaram- minhas sobrinhas tiveram aula normalmente-, com segurança reforçada.
 
Chamar os que participaram de vagabundos é reducionismo primário, pois, todos têm o direito de protestar e evidente que havia trabalhadores legitimamente preocupados com a perda de direitos, mas havia, também, grande participação dos Sindicatos ameaçados de perderam a boquinha industrial do imposto sindical obrigatório.
 
Houve violência, coação- sempre atribuída convenientemente a infiltrados- e, em Goiás, um policial agiu selvagemente contra um estudante golpeando-o na cabeça com um cassetete em ato bárbaro.
 
Enfim, a greve geral mostrou que há trabalhadores preocupados sim, mas ficou muito longe da dimensão que querem lhe dar. 


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