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César Oliveira

Caso Kanário: dois erros não fazem um acerto

César Oliveira - 23 de Maio de 2017 | 16h 03
Caso Kanário: dois  erros não fazem um acerto
De onde menos se espera é de onde não sai nada mesmo.  Do cantor de trio, Igor Kanário, sem noção alguma de limite institucional e com a soberba que o sucesso costuma trazer, não poderia ser diferente. Ele foi desrespeitoso com a ação da Polícia Militar que costuma fazer um grande trabalho, na festa, declarando que era “mais autoridade” que uma policial feminina, por ser vereador.
 
O coronel Adelmário Xavier, que faz um ótimo comando nesta cidade, ressalte-se, declarou, em entrevista, que o artista deveria ter recebido uma resposta rígida da Polícia Militar. “Se eu chego perto dele, o procedimento normal era deixar terminar a apresentação e conduzi-lo à delegacia. Se eu chego na hora iria arrancá-lo do trio e, caso fosse eu, iria fazê-lo engolir aquele microfone para ele aprender a respeitar as pessoas e a Polícia Militar da Bahia”.
 
A declaração do Coronel, que esperaria terminar a apresentação e o conduziria a delegacia foi extremamente correta, pois, esta é a ação que esperamos da força policial; entretanto, na parte final, ele – talvez tomado pela indignação- foi de uma infelicidade enorme: “fosse eu, iria fazê-lo engolir o microfone”, sugerindo algo que jamais deve fazer parte do ato policial.
 
Dois erros não fazem um acerto. 


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