Qualquer governante que ofereça estabilidade e um fluxo regular de serviços, ainda que limitado e insuficiente, e vantagens mínimas aos cidadãos, dominará de forma quase irremovível este eleitorado, porque a estabilidade e regularidade corrompem de forma intensa, subliminar, a alma, a capacidade de reivindicação, o desejo de mudança, e a inovação, pois, há sempre uma tendência a acomodação e adaptação as condições basais de sobrevivência, o que gera conforto, apesar das carências, sendo, esta, uma força muito mais poderosa- como conjunto- do que a necessidade e os riscos das grandes transformações ou avanços.
É assim nas relações pessoais- embora o tédio feminino seja um abismo de perigos- como na administração pública, embora esta, coletiva, seja mais susceptível a conformidade do que aquela, individual. Os administradores longevos, mais aprovados pela maioria, foram os que simbolizaram com mais perfeição a força do líder – imagem necessária-, com o poder avassalador e neutralizador, dado pela segurança da continuidade.