O PSDB vive seu dilema crônico de incapacidade de tomar decisões. Seu líder maior, FHC, está com Temer - a pinguela- como ele disse, pela manhã, e a tarde, está pedindo sua renúncia e eleição direta. O ex-presidente, fazendo o que faz melhor, que é atirar para todos os lados, já disse que quer todo mundo junto, ou seja, Rede de Marina, PT, PSOL, e, se possível o guarda da esquina.
Dizem que a ala jovem quer romper; a ala mais antiga que permanecer. Com 4 Ministérios e esperando contar com o apoio do PMDB no futuro, tem vontade de ficar, mas ao primeiro sinal de trovoada pro lado de Temer, já não garante as calças e que partir. É como a biruta de um aeroporto: segue o rumo do vento.
Com seus principais canditados a presidência alvejados- Aécio, Serra, e mesmo Alckmin- o partido exerce com maestria a arte da indecisão e se torna um invertebrado incapaz de obter a confiança do cidadão para conduzir nosso futuro.
No momento em que mais precisamos de decisão e firmeza o PSDB oferece elasticidade ética e incapacidade de liderança.