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César Oliveira

O risco Supremo

César Oliveira - 06 de Setembro de 2017 | 17h 26
O risco Supremo

Não se pode atribuir ao STF brasileiro o rigor exigido e que imaginamos que deve ter uma Suprema Corte. Decisões polêmicas( Lewandowski criando o impeachment sem perda de direitos políticos), nítido partidarismode alguns juízes( Fachin, Toffoli), ativismo judicial ( Barroso) despudor ético que permite a seus membros atuarem em casos em que francamente estariam impedidos por ligações comerciais e pessoais, como fez recentemente o soberbo Gilmar Mendes, foram desgastando nossa Suprema Corte.

Nada, entretanto, parece ser tão grave quanto os sinais que são emitidos da delação do notório bandido, Joesley Batista, onde quatro Ministros teriam sido citados. O clima de suspeita, sem a revelação clara coloca a nação em suspense e enfraquece de forma contundente o Judiciário. Isto não pode perdurar.

A Presidente Carmem Lúcia- ainda que tardiamente- pediu investigação do caso. A nação brasileira espera este esclarecimento de forma rapida transparente e objetiva.

Toda vez que a maior Corte de um país é fragilizada, seja por qual for o mecanismo, a democracia passa a correr um risco supremo. 



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