Em conversas e nas redes sociais é frequente ouvirmos relatos de gente com vergonha de ser brasileiro, por nossa longevidade na corrupção. Lógico que este permanente desnudar de nossas mazelas e falta de educação que costuma chocar a muitos, causam uma redução da autoestima, mas é bom lembrar que o Brasil não é Geddel, Cabral, Lula, Joesley, Aécio, Temer, Sarney, nem juízes arrogantes com salários milionários, procuradores que aderem a criminosos, usuários de verbas públicas, ou de outras vantagens genéricas e similares, todas indecentes.
O Brasil não são eles, com seu protagonismo imoral. O Brasil, somos nós. Gente que não tem malas cheias, boca livre no BNDES, sítio com pedalinho e verbas da Lava-Jato. A parte da população que tem impostos demais; trabalho, duro, diário; serviços ruins e letais; algum medo no olhar, é verdade, pois, sabem amar, e não querem perder quem ama de perda imprevista.
É gente que tem balacobaco para sobreviver e enfrentar o dia seguinte, sem ceder. Que dá exemplo, e resgata diariamente a esperança massacrada e quase extinta, para seguir adiante, sem perder a fé, sem deixar de ir à busca de um dia melhor, com suor, e não com canalhices e cinismo.
Nós somos a maioria. Nós não somos os que caem em tentação, os que servem a alma ao diabo, em desvios de verbas, e servidão ao poder. O país de verdade é feito de gente integra e que não pode fraquejar, não pode deixar que o discurso deles, de terra arrasada, vença, porque, isso, é tudo que precisam, para terem ainda mais domínio sobre todos.
Por isso, não vamos perder a família, a crença no esforço, nem deixar de agir com honestidade. Não vamos parar de cobrar o pleno estado do direito, ou de apoiar quem está tentando mudar o país com a lei, algo que jamais imaginamos e que é um exemplo para o mundo.
Eu tenho orgulho do Brasil que faço. E sei que há milhões que têm, também. Apesar de nossa tolerância, eles haverão de passar e o Brasil deles nunca será o nosso. Não ceda.