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César Oliveira

Cura gay:a tempestade no copo de água

César Oliveira - 19 de Setembro de 2017 | 19h 19
Cura gay:a tempestade no copo de água
Li o despacho do juiz Waldemar Cláudio de Carvalho ( sempre bom ler antes de comentar), de Brasilia,  e não vi onde está autorizado a "cura gay" obrigatória, nem onde homossexualismo é colocado como doença, pois não o é. Em nenhum momento o juiz afirma ser.
 
Pelo alarido da imprensa, até parece que o juiz autorizou que saim  caçando gays nas praças e levando-os à presença de um psicólogo , sob chicote, para serem curados. O despacho do juiz diz respeito, apenas,  ao exercício profissional e pesquisas de psicólogos,  e se abstém de julgamentos pessoais, dizendo, aliás, que a sexualidade humana é questão complexa. 
 
O juiz diz que é livre aos psicólogos atenderem pessoas que desejam orientação ou reorientação sexual, o que estava proibidos ( por uma resolução do Conselho de Psicologia), o que não deixa de ser uma censura incabível. Não creio que este seja o caminho.
 
Aliás, para ser claro, um gay que deseje este tipo de assistência, deve ter seu direito garantido, pois, todos devem ter condições de buscar o melhor sentimento de conforto e convivência consigo próprio, não sendo correto lhes negar isto, assim como não o é, obrigar. Um psicológo que ofereça  este tipo de tratamento, sem evidência científica alguma, tem uma enorme chance de fracasso, mas se um gay adulto deseja experimentar esse tipo de " terapia" , é um direito dele, individual e absoluto. 
 
O limite que deve ser imposto é que esse tipo de atendimento, não poderá ser oferecido a crianças, para evitar que pais molestem psicologicamente seus filhos. Entre adultos, o contrato deve ser livre. 
 
Decididamente, não vi o terror tocado. E que cada um seja feliz com suas escolhas.


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