A devastação política que esta semana produziu irá ter repercussões futuras, ainda inimagináveis. Inicialmente, o STF, aceitou a segunda denúncia de Janot, contra Temer e seu bando de ministros aloprados dos cofres públicos, causando mais lesões na imagem do Presidente Temer que segue vestido de condutor da economia a espera do mandato protetor acabar para ser preso.
Logo a seguir, Palocci, o braço direito e cérebro econômico do PT, autor da Carta aos Brasileiros, fiador do partido junto ao empresariado e homem detentor de vastos segredos, pediu afastamento do partido e demoliu Lula, em uma carta avassaladora, em que revela toda sordidez em que o ex-presidente se envolveu. Exatamente pela posição de comando e poder que teve no PT é que Palocci tem o peso que tem. Assim como Ofélia, ele só abre a boca quando tem certeza.
Por último, o STF, afastou Aécio Neves do mandato e impôs que ficasse recolhido em casa, à noite, em uma nova modalidade de pena jurídica para Senadores – que pela Constituição só podem ser detidos se autores de crime inafiançável- com mandato, que ninguém sabe de onde veio, embora o trio Barroso, Fux e Rosa Weber, seja prodigioso no assunto. Seja como for, a detenção domiciliar é uma paulada na carreira de Aécio Neves que já não tem sobrevivência política para grandes projetos, depois desse episódio.
Foi uma semana implacável com as três maiores lideranças políticas do país, não tendo sobrado pedra sobre pedra. Sigamos viagem.