O Brasil vive uma crise de segurança sem precedentes. As organizações criminosas se profissionalizam, buscam conexões internacionais, financiam campanhas políticas como afirmou o traficante Marcinho VP, em entrevista, corrompem a Polícia e o Judiciário, e comandam completamente as cadeias do Brasil, matando quem desejam, quando querem. Os líderes presos chefiam o crime de dentro das cadeias que funcionam mais como seguros escritórios do que isolamento da Sociedade.
A vexaminosa situação de incapacidade do Estado para o enfrentamento ao é simbolizado pelo Rio de Janeiro, onde 112 Policiais já foram mortos- inclusive o Comandante de um Batalhão- e o caos e a insegurança seguem instalados, apesar das episódicas ações das Forças Armadas e com as afirmações do Ministro da Justiça de que os Comandantes de Batalhão tem sua nomeação aertada com os criminosos deixando o país estarrecido.
O Rio, entretanto, é qualquer lugar do Brasil, inclusive em Feira de Santana, que tem sido incluída, com frequência, no ranking das cidades mais violentas do país. Entroncamento comercial, porta de entrada de Salvador, Feira, naturalmente, converte-se em polo criminal – roubo de cargas, drogas, armas, fraudes fiscais, grilagem, milícias, roubo de carros- enfim, em Feira, procurando-se, de todo crime se acha.
Ao que se sabe, existem menos viaturas e homens na Polícia Militar e Civil – onde há controversas substituições-, do que o necessário para o efetivo combate ao crime e a Polícia Federal nunca saiu da condição de Posto para a sonhada e necessária condição de Delegacía Federal, apesar de sermos a segunda cidade do Estado e termos uma população em torno de 1 milhão de habitantes sob influência. A dura e mortal realidade é que a crise de segurança está instalada, apavorando a população e a tolha de luz do por do Sol feirense, traz consigo o cerrar de portas e o medo.
A insegurança gera custos emocionais e financeiros ao cidadão, por isso, exigimos mais investimentos, planejamento e ações de segurança em nossa cidade. Aliás, o Secretário de Segurança poderia visitar mais a região, até para não esquecer o caminho-, trazendo mais recursos, equipamentos e segurança aos Policiais que fazem um árduo e honroso trabalho no enfrentamento ao crime.
Quando vemos que o número de mortes violentas passou de 50 para 61 mil e o governo federal reduziu os investimentos em segurança em torno de 10,3% compreendemos que o que temos são apenas promessas vazias.