Um ano da morte de Fidel; sem grandes eventos. O dia foi normal para a difícil vida dos cubanos. Não houve feriado e aconteceram apenas pequenos eventos localizados. Às vésperas das eleições que irão definir os próximos 600 representantes do povo, escolhidos por uma Comissão Eleitoral (300 indicados pela Comissão e 300 entre os 15 mil filiados do partido), Cuba segue com o seu futuro incerto. Serão 600 candidatos para 600 vagas.
O eleitor apenas referenda os candidatos indicados em um simulacro de eleição democrática, como anunciam os outdoor. "Não se conhece o pensamento dos candidatos, apenas os detalhes revelados da biografia de cada um", nos conta Reinaldo Escobar, marido de Yoani Sanchez, entrevistada hoje com exclusividade para a Tribuna Feirense.
O próximo ano deverá ser o último de Raul Castro (atual líder cubano eirmão mais jovem de Fidel Castro) no poder e todos estes movimentos ganham ainda mais importância no complicado xadrez político da sucessão cubana. Raul deverá continuar como Secretário Geral do partido, o verdadeiro cargo com poder, nos alerta Reinaldo, podendo demitir o Presidente, se desejar.
A entrevista completa e as últimas impressões em Cuba, publicaremos em nosso retorno .