O Diretor-geral da Polícia Federal, Fernando Segovia, chegou ao cargo sob a suspeita que tinha sido nomeado para proteger Temer e conter a Lava-Jato. Ao que parece, as piores suspeitas estão se confirmando.
Inicialmente ele disse que uma mala de R$500 mil reais, como a encontrada com o amigo de Temer, deputado Rocha Loures, não seria bastante para confirmar a “materialidade do crime”, como se roubo tivesse gradação econômica, algo inusitado, inédito e muito preocupante.
Essa semana, no entanto, em uma entrevista o Diretor rasgou a fantasia e disse que o inquérito contra Temer deveria ser arquivado, passando por cima do delegado responsável pela investigação e fazendo um papel que não lhe cabe, pois, isso é ato do MP. Além disso, pressionou o delegado responsável pelas perguntas que fez ao Presidente. As declarações geraram forte reação de entidades e dentro da própria PF, colocando o Diretor-geral na defensiva e com uma posição totalmente enfraquecida na entidade e expondo a PF, de forma perigosa, diante do público que a tem em elevada conta desde as operações da Lava-Jato. O fato gerou um pedido de esclarecimento do Ministro Barroso, do STF, ao Diretor-geral da PF
A verdade é que Fernando Segóvia teve sua indicação sacramentada por Sarney, Padilha e Temer , o que não contribui para a biografia de ninguém. Segóvia tornou-se inviável na condução da valorosa PF e ainda não tem nenhum trabalho que possa mostrar sob seu comando, chegando ao crepúsculo do cargo antes mesmo do seu alvorecer