93 dos 194 países da ONU, tem o instituto da prisão em 1ª ou 2ª instância. Mesmo o Brasil já atuou dessa forma, sendo que após a ditadura foi que começamos a nos tornar leniente no cumprimento das penas. Como dizia Gilmar Mendes, há 1,5 anos atrás, antes de mudar de opinião, recentemente: "Praticamente não se conhece no mundo civilizado um país que exija o trânsito em julgado”.
A desculpa do garantismo chega a ser um desrespeito às instâncias inferiores, pois, não se pode admitir que tantos juízes, inclusive Colegiados de juízes, condenem inocentes. É o velho Brasil da impunidade, patrimonialista, que protege uma classe politica e empresarial que saqueia o país, apelando para os recursos judiciais infinitos.
Nesse julgamento do STF o que há é a tentativa política de inocentar Lula dos diversos crimes que cometeu. Estamos diante de uma decisão dramática para o tema, daí a responsabilidade dos juízes em aceitar ou não o habeas-corpus de Lula. Muito mais que o futuro do ex-presidente, o que está em jogo, é o futuro da Justiça e a redução da impunidade.
Vamos descobrir quem está com o país..