Michel Temer, comemora ter zerado, pela primeira vez, desde que o programa começou, a fila do Bolsa Família. O programa, iniciado no governo de Fernando Henrique, como bolsa escola e bolsa gás, foram reunidos e ampliados no governo Lula, que lhe deu uma grande dimensão, como projeto de transfêrencia de renda. A longevidade do programa, sem porta de saída, criou um novo coronelismo, o coronelismo de plástico ( o do cartão).
Esse programa, do qual Temer celebra, agora, sua extensão, se apresenta o fantástico benefício de atenuar a miséria imediata e bruta, eterniza a pobreza e cria uma dependência covarde, cruel, do Estado, tornando o indivíduo refém da manipulação do populismo. A satisfação do mínimo, mínimo, sem a criação de uma saída real é uma violência que corrompe a força humana e torna o cidadão um refém. Precisamos ir além, para não ficarmos eternamente confinados ao assistencialismo.