Não tenha servidão mental a nenhuma ideologia, nem a nenhum caudilho político, salvador da pátria, ou populista, que se constrói manipulando a massa. Leia os livros fundamentais, os documentos da história, veja as experiências reais já acontecidas, para que sua mente nunca se torne cativa, como vítima de dissonância cognitiva. Não esqueçamos nunca do assustador experimento de Milgram sobre o que a obediência cega pode nos levar a fazer.
Lembre-se que só a alternância de poder é capaz de proteger o cidadão porque, como já disse, a longevidade realça os vícios e dilui as virtudes. Não aceite como líder quem tenha como objetivo fragilizar as instituições e se arvore de único guia condutor do povo, privatizando a virtude e socializando o rancor e os defeitos.
Tenha consciência que todo execício de poder é uma luta; toda eleição, uma batalha épica, estratégica, e que seu voto é uma escolha, não um cabresto, ou uma autorização para que corrompam impunemente. Não deixem que usem seu santo voto em vão. Um governo só é legítimo enquanto serve ao cidadão. Sempre que ele acertar, aplauda; se errar, reaja com vigor, seja o seu escolhido ou outro vencedor.
É desse sistema de pesos e contrapesos, de luta institucional e individual, que se constrói um processo de administração pública equilibrado e democrático, que preserve os grandes ganhos da civilização ocidental, onde a liberdade é um bem real e de todos e não só de alguns donos do poder.