Não existe nenhuma razão para o intervalo de tempo entre a vitória de um Presidente da República e sua posse dois meses depois. Na França, na última eleição, Macron tomou posse de manhã e a tarde viajou para Alemanha a trabalho. Aqui, 100 mil rituais acontecem até que o Presidente tome posse de fato, o que é consequencia do tipo de máquina pública aparelhada que temos. Fosse ela profissionalizada isso não seria necessário.
Essa semana o Senado aprovou, às pressas, um reajuste de 16% para os Ministros do STF, o que levará a um custo de R$4 bilhões pela indexação. Nenhuma categora tem um aumento desses nos tempos atuais. É, evidentemente, uma pauta feita para prejudicar o novo governo. Esses 2 meses de intervalo são uma terra de ninguém.
Nesse longo intervalo entre a vitória e posse temos um presidente que manda, mas não exerce e um que exerce, mas não manda.
É preciso reduzir esse tempo ao mínimo. E 30 dias já seria muito.